Portuguesa que perdeu o marido já regressou a Portugal

A portuguesa que perdeu o marido na sequência dos atentados ocorridos no domingo no Sri Lanka já regressou a Portugal, confirmou à Lusa fonte da secretaria de Estado das Comunidades.

"O Estado português prestou apoio consular à cidadã através da ação da cônsul honorária de Portugal em Colombo e da embaixada em Nova Deli. Apoiou também o seu regresso a Portugal e na ocasião da sua chegada ao país", adiantou a mesma fonte.

O processo de trasladação do corpo do marido, que morreu numa explosão no hotel Kingsbury onde o casal estava alojado, em Colombo, "está a ser acompanhado pelo Estado português, em diálogo com a família".

Segundo a secretaria de Estado das Comunidades, 35 portugueses contactaram os serviços consulares nacionais após os atentados ocorridos no domingo, no Sri Lanka, para dizerem que estão bem e transmitir informações sobre a sua intenção de regressar a Portugal ou permanecer no país asiático.

Os pedidos de ajuda estão a ser recebidos maioritariamente pelo Gabinete de Emergência Consular (em Lisboa) e os cidadãos "têm sido informados dos procedimentos que devem ter em conta", incluindo a consulta ao Portal das Comunidades, onde constam recomendação para os viajantes.

O aeroporto de Colombo, a capital do Sri Lanka, está em funcionamento pelo que é possível sair do país.

Em 2018 visitaram esta ilha 5900 cidadãos residentes em Portugal.

As oito explosões de domingo mataram, pelo menos, 290 pessoas, entre as quais o português, recém-casado, residente em Viseu, e provocaram 500 feridos.

A cidade de Colombo foi alvo de pelo menos cinco explosões: em quatro hotéis de luxo e uma igreja.

Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país.

A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 08:45 de domingo (03:15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

Pelo menos 24 pessoas relacionadas com os ataques foram já detidas.

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