Rússia responde: "Avisámos que estas ações não ficariam sem consequências"

Embaixador russo nos EUA utiliza as redes sociais para classificar a ação militar como um insulto a Putin

"Estamos a ser mais uma vez ameaçados. Avisámos que estas ações não ficariam sem consequências". É desta forma que Anatoly Antonov, embaixador da Rússia dos Estados Unidos, respondeu esta madrugada à ação militar dos aliados na Síria.

Numa publicação no Facebook, a representação russa considera que a ação é um "insulto ao Presidente da Rússia", o que é "inaceitável e inadmissível".

"Um cenário já preparado está agora a ser implementado", lê-se ainda nesta rede social. "Toda a responsabilidade está em Washington, Londres e Paris (...) Os Estados Unidos - que possui o maior aresnal de armas químicas - não têm qualquer direito moral para lançar culpas sobre outros países".

Leia na íntegra:

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.