Presidente da Boeing testa mudanças no 737 Max

Empresa norte-americana garante que fez alteração no software do MCAS e fez um voo em que participou Dennins Muilenburg.

O presidente e CEO da Boeing participou esta quinta-feira num voo em que a empresa testou as alterações que fez no software do Boeing 737 Max. Dennins Muilenburg foi fotografado na cabine de um avião durante esta experiência e na página da rede social Facebook a empresa explicou que "o chairman, presidente e CEO pode testemunhar, em primeira mão, a performance segura do nosso software MCAS melhorado".

Vários problemas com este sistema têm sido apontados como a causa da queda de dois aviões em poucos meses - em outubro de 2018, um avião que fazia a ligação entre Jacarta e Bangka despenhou-se tendo morrido 189 pessoas; e em março deste ano um voo da Ethiopian Airlines, com 157 pessoas, despenhou-se seis minutos depois de ter saído de Addis Abeba (Etiópia) -, suspeitas reforçadas esta quinta-feira com um primeiro relatório das autoridades da Etiópia que garantiram que os pilotos da Ethiopian Airlines tinham seguido as recomendações do fabricante norte-americano mas que não tinham conseguido evitar a queda do aparelho.

Estes acidentes fizeram mesmo com que a empresa ficasse proibida de sobrevoar os EUA e a União Europeia com estes aparelhos. Agora a Boeing garante ter desenvolvido "melhorias no software do Maneuvering Characteristics Augmentation System (MCAS)' para permitir níveis adicionais de proteção caso os sensores AOA forneçam informação errónea".

No comunicado garante que o software "foi sujeito a centenas de horas de análise, teste laboratorial, verificação num simulador e dois voos de teste".

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