Quatro mortos confirmados em queda de ponte em Miami

Estrutura na Universidade Internacional da Florida abateu. Buscas continuam e teme-se que haja mais vítimas debaixo dos escombros. Senador fala entre seis e dez mortos.

Pelo menos quatro pessoas morreram no desmoronamento de uma ponte pedonal na Universidade Internacional da Florida, em Miami (EUA), mas o número de mortos pode vir a aumentar. Segundo revelou o senador Bill Nelson à estação de televisão local CBS Miami haverá entre seis e dez vítimas mortais.

Os bombeiros de Miami só confirmaram, para já, quatro mortos e nove feridos foram levados para o hospital. Mas o tabuleiro da ponte ainda não começou a ser removido, onde estão, pelo menos, oito carros esmagados, segundo a polícia. Mais cedo falava-se em dez feridos que tinham dado entrada no Kendall Regional Medical Center, dois em estado muito grave. Este é apenas um dos hospitais próximos que estão a receber feridos.

O Comité Nacional de Segurança dos Transportes anunciou que vai enviar 15 investigadores para o local ainda esta noite e que vai começar as investigações de imediato. Em conferência de imprensa, o presidente, Robert Sumwalt, adiantou ainda que nunca houve problemas com pontes deste género, nos EUA, mas que talvez estas estruturas precisem de ser reavaliadas e reforçadas. Acrescentando que se encontrarem falhas no caso de Miami podem imediatamente emitir recomendações para a atuação das autoridades.

Donald Trump também já comentou o acidente no Twitter. "Continuo a monitorizar o lamentável colapso da ponte FIU - tão trágico. Muitos bravos socorristas estão no local a salvar vidas. Obrigada pela vossa coragem. Vou rezar esta noite por todos os afetados", escreveu.

Numa conferência de imprensa dada no local, às 16.30, hora local (20.30 hora de Lisboa), as informações permaneciam escassas. No terreno, estavam cães e equipas de resgaste. Ainda não há número de vítimas. Os bombeiros confirmaram que receberam um alerta às 13.30, hora local (17.30 em Lisboa), para socorrer oito carros que ficaram presos debaixo da ponte. Juan Perez, chefe do departamento de polícia de Miami-Dade, referiu que ainda não há números de vítimas de acidentes.

A ponte passava sobre uma via rápida e ruiu sobre vários carros em circulação. A secção que caiu pesava 950 toneladas. A ponte só devia estar pronta em 2019, segundo o Miami Herald. Mas, foi elevada inteiramente na manhã de sábado, o que lhe valeu o título de "ponte instantânea".

O presidente da câmara, Carlos Gimenez, já reagiu à notícia, em direto da China, e explicou, à CBS local, que agora é preciso não agravar a situação, na remoção dos escombros. Acrescentou que esta foi uma nova forma de fazer uma ponte, com uma construção feita por módulos, montados no local e que a investigação ao que correu mal ainda levará algum tempo até haver conclusões.

A CNN avança que a ponte foi construída no passado sábado, quando todas as partes foram juntas, no local. Teve um custo de 14,2 milhões de dólares, parte do fundo 19,4 milhões para construção de infraestruturas criado pelo Departamento de Transportes, do governo americano.

A Universidade Internacional da Florida (FIU, na sigla em inglês) já emitiu um comunicado, publicado no Facebook: "Estamos chocados e tristes com este trágico acontecimento na ponte pedonal FIU-Sweetwater. Neste momento ainda estamos envolvidos nas operações de resgate e a reunir informação. Estamos a trabalhar em colaboração com as autoridades e os primeiros socorristas no local. Vamos atualizando a informação."

Apesar de ser ainda desconhecida a dimensão do acidente, o senador pela Florida, Marco Rubio (e ex-candidato à nomeação Republicana) escreveu no Twitter estar a rezar pelas vítimas e pela comunidade.

A ponte foi construída para suportar um furacão de categoria 5, segundo as informações da construção. Era suposto durar pelo menos 100 anos.

A empresa construtora emitiu um comunicado a dizer que vai colaborar com as autoridades. E lamentando o incidente.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.