O triste fim do carvalho que Trump e Macron plantaram na Casa Branca

Quando, em abril de 2018, o presidente francês ofereceu uma árvore ao seu congénere norte-americano, disse que era um símbolo da união dos dois países. Mas o carvalho não resistiu.

Macron tinha trazido aquele presente e ele vinha carregado de simbolismo. Quando o presidente francês visitou a Casa em abril de 2018, entregou a Donald Trump um jovem carvalho. Mas não era uma árvore qualquer: tinha vindo de um bosque no norte de França onde 2000 soldados norte-americanos haviam perdido a vida na batalha de Belleau (que acontecera 100 anos antes, na Primeira Guerra Mundial).

"Este carvalho (o meu presente a Donald Trump) será uma recordação na Casa Branca dos laços que nos unem", escreveu então o chefe de Estado gaulês no Twitter.

Os dois pegaram em pás e abriram o buraco no relvado onde a árvore foi plantada. Atrás, na fotografia oficial do momento, as primeiras damas Melania Trump e Brigitte Macron sorriam. Donald e Emmanuel viviam o que então a imprensa chamou de bromance.

Mas, tal como as relações entre ambos arrefeceram, a árvore secou. A história da divisão conta-se com as opiniões cada vez mais distantes entre os dois líderes sobre alterações climáticas, a relação com a Europa ou o pacto nuclear com o Irão.

Nas comemorações do 75º aniversário do Dia D, Macron foi duro: "Ser dignos da promessa da Normandia é não esquecer nunca que os povos livres, quando se unem, são capazes de superar todos os desafios", disse noi seu discurso.

Quanto ao carvalho, a sua história conta-se num ápice. Depois da fotografia, foi retirado do local e posto de quarentena, como mandam os regulamentos norte-americanos. E foi nesse período que morreu. A árvore, e essa é a triste verdade, nunca voltou ao jardim.

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