Mulheres, ditadura, gays: 10 frases polémicas de Bolsonaro

O candidato do Partido Social Liberal, que venceu a primeira volta das presidenciais brasileiras, coleciona várias frases polémicas ao longo de 30 anos de carreira política.

Jair Bolsonaro, que venceu a primeira volta das presidenciais brasileiras, está na política há 30 anos e é conhecido pelas frases polémicas que têm como alvo as mulheres, homossexuais ou negros e elogiam os tempos da ditadura. Em alguns casos, as frases levaram-no a tribunal, tendo sido condenado ao pagamento de multas.

Leia algumas dessas frases, recolhidas pelos jornais Folha de S. Paulo e Estado de Minas. Ou veja uma compilação feita pelo El País.

Ditadura e tortura

"Sou favorável à tortura. E o povo é favorável também" (1999)

"O erro da ditadura foi torturar e não matar" (2016)

"A atual Constituição garante a intervenção das Forças Armadas para a manutenção da lei e da ordem. Sou a favor, sim, a uma ditadura, a um regime de exceção, desde que este Congresso dê mais um passo rumo ao abismo, que no meu entender está muito próximo" (1999)

Mulheres

"Não empregaria [homens e mulheres] com o mesmo salário. Mas tem muita mulher que é competente" (2016)

"Fui com os meus três filhos, o outro foi também, foram quatro. Eu tenho o quinto também, o quinto eu dei uma fraquejada. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio mulher" (2017)

"Jamais ia estrupar [violar] você [a deputada Maria do Rosário] porque você não merece" (2003)

Homossexualidade

"Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí" (2011)

"Não vou combater nem discriminar mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater" (2002) Por esta frase foi condenado a pagar 150 mil reais (35 mil euros) de multa.

Fuzilar

"Para o crime que ele [Fernando Henrique Cardoso] está cometendo contra o país, sua pena deveria ser o fuzilamento" (2008)

"Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre. Já que gosta tanto da Venezuela, essa turma tem de ir para lá" (2018)

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Henrique Burnay

Isabel Moreira ou Churchill

Numa das muitas histórias que lhe são atribuídas, sem serem necessariamente verdadeiras, em resposta a um jovem deputado que, apontando para a bancada dos Trabalhistas, perguntou se era ali que se sentavam os seus inimigos, Churchill teria dito que não: "Ali sentam-se os nossos adversários, os nossos inimigos sentam-se aqui (do mesmo lado)." Verdadeira ou não, a história tem uma piada e duas lições. Depois de ler o que publicou no Expresso na semana passada, é evidente que a deputada Isabel Moreira não se teria rido de uma, nem percebido as outras duas.