May lamenta ser preciso novo adiamento do Brexit

Primeira-ministra britânica já está em Bruxelas e recusou dizer se se demite se o Reino Unido ainda estiver na União Europeia depois de 30 de junho, o prazo que vai pedir aos restantes líderes europeus.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse lamentar o facto de o Parlamento britânico não ter aprovado o acordo de Brexit, para conseguir sair da União Europeia a tempo, alegando estar a trabalhar para que seja possível sair "o mais rapidamente possível".

Antes de entrar para o Conselho Europeu extraordinário sobre o Brexit, no qual os líderes europeus vão discutir uma nova extensão do Artigo 50.º do Tratado de Lisboa, May admite que há pessoas que estarão "frustradas" por ser necessário que esta cimeira ocorra. Mas aponta o dedo ao Parlamento britânico.

A primeira-ministra lembra que pediu uma extensão até 30 de junho, "mas o importante é que o Reino Unido seja capaz de sair quando aprovar o acordo". A ideia de May é que seja possível passar o acordo no Parlamento de forma a sair até 22 de maio (e não realizar eleições europeias), lembrando que as negociações com o Labour estão a decorrer de forma "séria e construtiva", mas que o Reino Unido precisa de "tempo extra" para sair de forma "calma e ordeira".

"Estou a trabalhar para que seja possível conseguirmos sair da União Europeia o mais rapidamente possível e é nisso que estou a trabalhar", reiterou May, fugindo à pergunta da jornalista que lembrou que a primeira-ministra disse que não ficaria no cargo para lá de 30 de junho se o Reino Unido ainda estivesse na União Europeia.

Apesar de May querer uma extensão curta do Brexit, a União Europeia vai propor uma extensão mais longa. E com condições - nomeadamente que o Reino Unido não tenha a capacidade de travar os trabalhos da União Europeia e que não tenha um comissário europeu.

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