Maior incêndio da Califórnia foi provocado por homem que tentava matar vespas

O maior incêndio da Califórnia, no verão de 2018, que destruiu 116 mil hectares de floresta e matou seis pessoas, terá sido provocado por um rancheiro alérgico a vespas.

O incêndio destruiu parte da floresta da Califórnia no verão de 2018 e foi considerado o mais grave da história do estado norte-americano pela sua dimensão. As conclusões da investigação pelo Departamento de Floresta e Proteção contra Incêndios da Califórnia foram reveladas na quinta-feira, noticia o jornal espanhol El Mundo. Concluem que terá sido provocado por um homem alérgico a vespas.

Um rancheiro de Potter Valley, no condado de Mendocino, contou à equipa de peritagem que viu, na manhã do dia 27 de julho, um ninho de vespas debaixo da terra nas traseiras de sua casa. Como é alérgico à picada deste inseto, tentou eliminá-las tapando a entrada do ninho com um martelo e uma estaca de metal. .

Ao martelar a estaca de metal para bloquear o ninho, saltaram faíscas, que voaram e incendiaram a grama seca em redor, acabando o fogo por se alastrar à cordilheira e vales da Califórnia.

Os investigadores não revelaram o nome do agricultor em causa, mas o New York Times (NYT) falou com Gleen Kile, o responsável pelo incêndio. O rancheiro recordou ao jornal a sucessão de acontecimentos desse dia e comentou: "Não havia nada que eu pudesse fazer, senti o cheiro da fumaça, virei e lá estava". Referiu-se às chamas como se tratassem de uma "aparição"

A equipa de investigação considera que Kile é o responsável pelo acidente, mas não o acusam de negligência.

Consideram que este incêndio é uma prova da extrema fragilidade e volatilidade do oeste americano. Particularmente a Califórnia, é um barril de pólvora e uma coisa aparentemente tão inócua, como martelar uma estaca de metal, pode desencadear um fogo incontornável.

"Realmente, mostrou-nos como voláteis são as condições", disse ao NYT Ken Pimlott, um bombeiro profissional que supervisou o combate às chamas enquanto coordenador do Departamento de Floresta e Proteção contra Incêndios

Milhares de bombeiros combateram durante mais de um mês para que este incêndio ficasse extinto.

Embora tenha sido o maior pela dimensão de área ardida - mais de 166 mil hectares de floresta selvagem -, não foi o mais mortífero. Esse foi o de novembro de 2018, que matou 88 pessoas.

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