Londres chumba construção de "Tulipa" com 300 metros

Equipa de Norman Foster projetou um edifício com 300 metros para o centro de Londres. Presidente da câmara, Sadiq Khan, chumbou-o por não o considerar "o ideal para a localização prevista".

Teria 300 metros de altura, ficaria conhecido como "Tulipa", seria o segundo edifício mais alto da Europa Ocidental e era da autoria do arquiteto Norman Foster, mas não vai passar do papel. É este o destino do projeto da torre que foi apresentada à autarquia londrina e que seria construída junto do rio Tamisa. No entanto, o presidente da câmara Sadiq Khan decidiu chumbar este investimento por considerar que o seu design não era o ideal para a localização prevista.

Os investidores garantiam, segundo diário inglês The Guardian , que o projeto atrairia 1,2 milhões de visitantes por ano, mas os críticos frisavam que essa atenção iria retirar importância a algumas das atrações históricas da capital inglesa.

Depois de numa primeira fase a recetividade ao projeto ter sido positiva, Sadiq Khan acabou por recusar a aprovação do projeto apresentado pela Foster + Partners. "O presidente [da câmara] tem uma série de preocupações sérias em relação a esse pedido e, depois de o estudar com detalhe, recusou a autorização para um investimento que acredita ter um benefício público muito limitado", adiantou um porta-voz da câmara.

"Em particular, acredita que o design previsto não tem a qualidade suficiente para ficar numa localização tão proeminente. E a torre poderia prejudicar o horizonte de Londres e a visão das Torres de Londres", acrescentou.

Outro dos problemas nomeados está relacionado com a projeção da ocupação do espaço público. Dúvidas que o responsável da Historic England, Duncan Wilson, tinha demonstrado em abril após a City of London Corporation - o órgão municipal da cidade - ter aprovado os planos em abril.

O responsável da Historic England, a entidade pública inglesa que tem a seu cargo a proteção da história do país preservando os edifícios históricos e os monumentos, frisou que o edifício, "prejudicaria o que os seus promotores defendem: o turismo e a visão da extraordinária herança de Londres".