Há perto de 70 mil centenários no Japão e quase 90% são mulheres

Governo japonês atribui o máximo histórico aos avanços da medicina e aumento da consciência dos cidadãos sobre a saúde

O número de centenários atingiu este mês um máximo histórico no Japão, onde 69.785 pessoas vivem há 100 ou mais anos e uns esmagadores 88,1% são mulheres, anunciou o Governo nipónico.

O número foi avançado, como já é habitual, na terceira segunda-feira do mês de setembro, data em que se celebra o Dia do Idoso no Japão.

Este ano, e com mais 2.014 centenários do que em 2017, o Ministério da Saúde, do Trabalho e do Bem-Estar japonês atribuiu o recorde aos avanços da medicina e ao aumento da consciência sobre a saúde.

Entre os japoneses que atingiram a barreira dos 100 anos, há uma esmagadora maioria: 61.454 mulheres contra 8.331 homens, incluindo o antigo primeiro-ministro Yasuhiro Nakasone, que cumpriu um século em maio.

Desde 1971 que o número de centenários cresce todos os anos neste país asiático, conhecido há muito pela longevidade dos seus habitantes.

Estima-se que daqui a cinco anos vivam mais de 100 mil centenários naquele país, e daqui a uma década mais de 170 mil. As previsões são do Instituto Nacional de Pesquisa sobre a População.

Aos 115 anos e 258 dias, a japonesa Kane Tanaka é hoje a mulher mais velha do país e, desde abril, a pessoa mais velha do mundo, de acordo com a associação norte-americana Gerontology Research Group (GRG).

Por sua vez, o homem mais velho é Masazo Nonaka, com 113 anos e 54 dias. Nonaka nasceu a 25 de julho de 1905 na ilha de Hokkaido, onde ainda vive numa pousada com fontes termais igualmente centenárias.

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