O fenómeno raro no glaciar da Patagónia que atrai milhares de turistas

A rutura de um arco de gelo do gigantesco glaciar Perito Moreno, da Argentina, na Patagónia, começou no sábado e deverá durar dois ou três dias até ao seu auge

A água começou a explodir no glaciar, no sábado, às 08:40 (11:40 GMT), disse um responsável do Parque Nacional dos Glaciares da Patagónia, localizado a 2.000 quilómetros a sudoeste de Buenos Aires.

Ao longo do dia, esse fenómeno "tornou-se mais evidente e volumoso", de acordo com a mesma fonte.

A água corrói o glaciar e o processo termina quando o arco, ou a ponte de gelo colapsa

O momento de rutura "é sempre espetacular. O que acontece é que desta vez se verifica mais acumulação de água do que nas últimas três ou quatro situações", explicou Luciano Bernacchi, diretor do Glaciarium, um museu localizado perto do Parque Nacional Glaciar.

De acordo com este especialista, este é um fenómeno natural para este tipo de glaciar, ou seja, ele mantém a sua dimensão média, ao contrário de outros que diminuem.

O colapso do glaciar Perito Moreno, Património Mundial da UNESCO, geralmente atrai milhares de visitantes apesar de ocorrer em março, isto é, no final do verão e no início do outono austral.

Este fenómeno, um dos espetáculos naturais mais impressionantes do planeta, ocorre a cada dois ou quatro anos desde 2004, quando não aconteceu nos 16 anos anteriores. A última vez, em 2016, foi em plena luz do dia e milhares de turistas participaram.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

OE 2019 e "o último orçamento que acabei de apresentar"

"Menos défice, mais poupança, menos dívida", foi assim que Mário Centeno, ministro das Finanças, anunciou o Orçamento do Estado para 2019. Em jeito de slogan, destacou os temas que mais votos poderão dar ao governo nas eleições legislativas, que vão decorrer no próximo ano. Não é todos os anos que uma conferência de imprensa no Ministério das Finanças, por ocasião do orçamento da nação, começa logo pelos temas do emprego ou dos incentivos ao regresso dos emigrantes. São assuntos que mexem com as vidas das famílias e são temas em que o executivo tem cartas para deitar na mesa.

Premium

nuno camarneiro

Males por bem

Em 2012 uma tempestade atingiu Portugal, eu, que morava na praia da Barra, fiquei sem luz nem água e durante dois dias acompanhei o senhor Clemente (reformado, anjo-da-guarda e dançarino de salão) fixando telhados com sacos de areia, trancando janelas de apartamentos de férias e prendendo os contentores para que não abalroassem automóveis na via pública. Há dois anos, o prédio onde moro sofreu um entupimento do sistema de saneamento e pude assistir ao inferno sético que lentamente me invadiu o pátio e os pesadelos. Os moradores vieram em meu socorro e em pouco tempo (e muito dinheiro) lá conseguimos que um piquete de canalizadores nos exorcizasse de todo mal.

Premium

João Gobern

Há pessoas estranhas. E depois há David Lynch

Ganha-se balanço para o livro - Espaço para Sonhar, coassinado por David Lynch e Kristine McKenna, ed. Elsinore - em nome das melhores recordações, como Blue Velvet (Veludo Azul) ou Mulholland Drive, como essa singular série de TV, com princípio e sempre sem fim, que é Twin Peaks. Ou até em função de "objetos" estranhos e ainda à procura de descodificação definitiva, como Eraserhead ou Inland Empire, manifestos da peculiaridade do cineasta e criador biografado. Um dos primeiros elogios que ganha corpo é de que este longo percurso, dividido entre o relato clássico construído sobretudo a partir de entrevistas a terceiros próximos e envolvidos, por um lado, e as memórias do próprio David Lynch, por outro, nunca se torna pesado, fastidioso ou redundante - algo que merece ser sublinhado se pensarmos que se trata de um volume de 700 páginas, que acompanha o "visado" desde a infância até aos dias de hoje.