Escola bem avaliada e tradicional mas com problemas de assaltos

Apesar da vizinhança se queixar de pequenos crimes e consumo de drogas na área, a Professor Raul Brasil é estimada pela população de Suzano e tem boa infraestrutura. "Nada fazia prever isto", diz uma moradora

"Volta e meia, tinha de socorrer crianças assaltadas aqui à porta mas como isto nada parecido", conta a advogada Rebeca Dinis, que mora em frente à Escola Pública Estadual Raul Brasil, em Suzano, entrevistada pelas televisões brasileiras junto ao cordão de segurança imposto pela polícia em torno do cenário da tragédia que abalou o país. "A escola é de tradição, muito querida na cidade, mas tem os problemas do costume, excesso de alunos, cerca de 45 por sala, e alguns problemas de segurança", acrescenta o ex-professor da instituição Edilson Castilho, à Globo News.

A avaliação de 5.8 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica da Raul Brasil é acima da média brasileira - nos países mais desenvolvidos a média é 6. Além disso, a infraestrutura é considerada boa - alimentação escolar com lixo destinado à coleta periódica, acesso à internet, banda larga, TV, aparelhagem, projetor multimédia e câmara fotográfica e máquina de filmar, laboratório de informática e campo coberto para a prática de desporto, por exemplo. Mais: tem uma escola de línguas, incluindo alemão e japonês, dentro da própria escola mãe.

Suzano, situada na região do Alto Tietê com forte colónia japonesa e nordestina, também é uma cidade considerada tranquila para a média dos subúrbios das grandes metrópoles brasileiras - fica a 34 quilómetros do centro de São Paulo. "Por isso nada faria prever uma situação assim, apesar dos problemas habituais em qualquer escola, em qualquer cidade", diz a moradora de toda a vida na cidade Ana Silva.

O nome da escola homenageia o poeta e antigo professor de Suzano, nascido na vizinha Mogi das Cruzes (a cidade onde nasceu, por exemplo, Neymar), no final do século passado.

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