Internet não resiste às danças de Theresa May na visita à África do Sul

Vídeos da dança da primeira-ministra britânica tornaram-se virais. Mas há mais políticos que também arriscaram uns passos e foram filmados

De visita oficial à África do Sul, Theresa May tentou exibir a sua faceta de diplomata a dançar. Em três dias, May dançou duas vezes. E, nas duas prestações, o mundo reagiu com ironia e humor, até porque a primeira-ministra britânica não demonstrou grande aptidão para esta atividade, apesar dos sorrisos de quem a acompanhava.

Da primeira vez, May decidiu dançar com os alunos de uma escola tentando imitar-lhes os passos, mas a dança da crianças e aquela que a primeira-ministra protagonizou em nada foram semelhantes.

Indiferente às piadas nas redes sociais, Theresa May voltou a juntar-se a uma dança africana, desta vez num campo da ONU. E, também nesta ocasião, a dança da governante arrancou sorrisos a quem assistiu ao momento e, depois, ao vídeo.

Em poucas horas começaram a surgir montagens e memes no YouTube em que May surge a dançar vários estilos, como a música infantil "Baby Shark":

Ou o Gangnam Style:

E até houve quem tivesse lançado uma competição nas redes sociais. Qual dos políticos dança melhor, Theresa May, Boris Yeltsin, George W. Bush ou Obama?

Também em Portugal há políticos cujos momentos de dança se tornaram virais, mesmo numa altura em que as redes sociais nem sequer existiam. Recorde:

Aníbal Cavaco Silva:

Jerónimo de Sousa:

E, mais recentemente, António Costa:

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Alemanha

Lar de Dresden combate demência ao estilo Adeus, Lenin!

Uma moto, numa sala de cinema, num lar de idosos, ajudou a projetar memórias esquecidas. O AlexA, na cidade de Dresden, no leste da Alemanha, tem duas salas dedicadas às recordações da RDA. Dos móveis aos produtos de supermercado, tudo recuperado de uma Alemanha que deixou de existir com a queda do Muro de Berlim. Uma viagem no tempo para ajudar os pacientes com demências.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.