Dinheiro para investigar desaparecimento de Maddie acaba no fim do mês

Polícia britânica pediu fundos para investigar por mais seis meses o desaparecimento de Maddie McCann, a pequena inglesa que desapareceu de um apartamento na Praia da Luz

No fim deste mês, a polícia britânica deixa de ter dinheiro para continuar a investigar o desaparecimento de Maddie McCann, a pequena inglesa que dormia num apartamento na Praia da Luz, em Lagos, em 3 de maio de 2007, para nunca mais voltar a ser vista, antecipa este domingo o jornal espanhol El País .

Segundo a imprensa britânica, já foram gastos mais de 12 milhões de euros e a Scotland Yard pediu que sejam atribuídos mais fundos financeiros para continuar a investigação por mais seis meses. A última injeção de dinheiro ocorreu em março, quando a polícia recebeu um financiamento complementar de mais 170 mil euros.

Desde o seu desaparecimento que não foi estabelecido o que terá acontecido realmente naquela noite de 3 de maio, há 11 anos. Os pais de Maddie acreditam que a criança, então com 4 anos, foi raptada.

A polícia portuguesa, que já encerrou a investigação há quatro anos, apontou várias pistas, sem nunca chegar a nenhuma conclusão - apesar do antigo inspetor da PJ Gonçalo Amaral, que dirigiu a investigação, ter defendido a culpabilidade dos pais, Gerry e Kate, mas o Ministério Público não acompanhou esta tese.

Maddie dormia num quarto na companhia de dois irmãos gémeos, no apartamento de um resort algarvio. Os pais jantavam com um grupo de amigos no restaurante do Ocean Club, a 50 metros do apartamento, quando a mãe, Kate, foi até ao quarto e constatou que a porta estava aberta e a filha mais velha tinha desaparecido.

Desde esse dia, Maddie nunca mais foi vista e apesar de, supostamente, ter sido avistada em muitas partes distintas do mundo, nenhuma pista se revelou consistente.

Em 2012, a polícia britânica atualizou o que seria o rosto da criança pequena, que tem uma marca na íris que não desaparece com a idade.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.