CIA ajudou Rússia a travar ataque terrorista em São Petersburgo

Putin terá agradecido a Trump a intervenção da CIA

A CIA terá ajudado a Rússia a travar um ataque terrorista que estava a ser planeado para sábado passado numa catedral de São Petersburgo, segundo avançou o Kremlin.

O atentado na catedral de Nossa Senhora de Cazã foi evitado graças à intervenção da agência norte-americana, a qual o presidente russo, Vladimir Putin, terá agradecido ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, durante um telefonema realizado hoje, segundo a Associated Press. Em troca, o líder russo prometeu fornecer indicações sobre potenciais ameaças contra os Estados Unidos.

Vladimir Putin "agradeceu ao seu homólogo norte-americano as informações transmitidas pela CIA, que permitiram desmantelar um grupo terrorista que preparava atentados em São Petersburgo", diz um comunicado do Kremlin, citado pelas agências russas de informação.

"As informações fornecidas pela CIA foram suficientes para a deteção, busca e detenção dos criminosos", revelou o Kremlin.

Esta conversa telefónica foi a segunda entre os dois líderes desde quinta-feira.

Os serviços secretos russos anunciaram na sexta-feira a detenção, em São Petersburgo, de sete elementos de uma célula apoiante do Estado Islâmico e apreendido uma quantidade significativa de explosivos, armas e literatura extremista.

"O FSB pôs fim em São Petersburgo às atividades ilegais de uma célula clandestina de membros do Estado Islâmico que se preparava para cometer atentados a 16 de dezembro", anunciou o FSB em comunicado citado pela agência RIA Novosti.

O grupo planeava nomeadamente um "atentado suicida" assim como "assassínios e explosões em locais muito frequentados" da antiga capital imperial russa, precisa o texto.

Sete pessoas foram detidas durante a operação, realizada na quarta e na quinta-feira, segundo a mesma fonte.

As detenções e apreensões foram anunciadas dias depois de o diretor do FSB, Alexandr Bortnikov, ter reafirmado, na terça-feira, do regresso a território russo de 'jihadistas' que combateram na Síria.

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