Bolsonaro à espera de Janaína para vice

Líder das sondagens foi ontem confirmado como candidato do PSL à presidência da República, dia 7 de Outubro. Autora do texto do impeachment de Dilma deve acompanhá-lo

É oficial: Jair Bolsonaro, deputado há 21 anos, capitão do exército na reserva e rotulado ora como "extremista de direita", ora como "Donald Trump brasileiro", já é candidato à presidência da República, depois de ter sido aclamado este domingo à tarde no Rio de Janeiro em convenção do PSL.

"A partir deste momento, a minha candidatura passa a ser uma missão, se estou aqui é porque acredito em vocês, se vocês estão aqui é porque acreditam no Brasil, não temos um grande partido, não temos muito dinheiro de campanha disponível, não temos tempo de televisão mas temos o que os outros não têm: vocês, o povo brasileiro", afirmou o líder em todas as sondagens, excluído o nome de Lula da Silva, à partida impedido de se candidatar por ter sido condenado em segunda instância e estar preso.

Bolsonaro tentou nas últimas semanas garantir o apoio de outros partidos, o que se traduz em mais fundos de campanha e em mais tempo de antena, em troca do cargo de vice-presidente. Mas não conseguiu seduzir nenhuma das forças indecisas que acabaram, quase todas, por preferir Geraldo Alckmin, o candidato do PSDB, de centro-direita.

Assim, o candidato admitiu estar em negociações para ter Janaína Paschoal a seu lado, como vice-presidente. A advogada que redigiu o impeachment de Dilma, no entanto, pediu mais dias para pensar. Até 5 de Agosto, garantiu o PSL, haverá definição.

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