A "doença do 11 de setembro" continua a fazer vítimas

Um em cada oito dos bombeiros que participaram nas operações de socorro são diagnosticados com aquela que já é chamada de "a doença do 11 de setembro"

As mortes de dois bombeiros de Nova Iorque, a semana passada, não entram na lista dos ataques às Torres Gémeas, a 11 de setembro de 2001, mas deviam. Thomas Phelan e Keith Young morreram ambos de cancro, doença de que sofriam há vários anos. De acordo com registos do sindicato dos bombeiros de Nova Iorque representam as 172ª e 173ª vítimas de doenças relacionadas com o ataque ao World Trade Center.

Paul Tokarski, outro bombeiro que fez parte das operações de socorro no dia do atentado terrorista, morreu no passado dia 10 de março, em consequência daquela que é chamada de "doença do 11 de setembro", que só este ano já causou sete vítimas.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) norte-americano, citado pela BBC, cerca de 400 mil pessoas toram expostas a substâncias tóxicas, ou sofreram ferimentos e traumas na baixa de Manhattan no dia 11 de setembro de 2001.

O presidente do sindicato dos bombeiros de Nova Iorque disse à BBC que um em cada oito bombeiros dos que estiveram no Ground Zero receberam diagnósticos de cancro.

Thomas Phelan foi o responsável por ter organizado o transporte de barco de cerca de 500.000 pessoas em apenas nove horas - naquela que foi a maior evacuação da história de Nova Iorque.

Durante várias horas, Phelan transportou centenas de passageiros de Manhattan para Nova Jersey, além de socorristas e mantimentos para perto das ruínas do World Trade Center.

"Quando todos tentavam fugir, Thomas colocou o barco em posição de ajudar e evacuar", contou um dos seus amigos. Mas o bombeiro não gostava de fala sobre os seus atos heroicos.

Tinha 45 anos e foi diagnosticado com cancro de pulmão há apenas dois meses, logo após ter feito um dos seus melhores tempos numa maratona.

Keith Young estava em Brooklyn, no dia dos ataques, e trabalhou nas operações de resgate no Gound Zero. Adoeceu em dezembro de 2015 e reformou-se, após o tratamento. Morreu aos 53 anos, três anos depois da mulher ter partido, também vítima de cancro.

A filha de ambos deixou uma mensagem emocionada no Instagram, onde disse que Young foi "o melhor amigo e o melhor pai do mundo".

Ler mais

Exclusivos