Premium As opções de Sánchez e a "segunda volta" em Espanha

Socialistas querem governar sozinhos, jogando com os receios que existem em relação à direita para conseguir apoios ou pelo menos abstenções suficientes para a investidura. Eleições locais, autonómicas e europeias a 26 de maio servem como novo teste. Negociações só depois.

Após a vitória nas eleições gerais, Pedro Sánchez não precisou de calculadora para perceber que as contas estão difíceis para os socialistas. Mas não estão impossíveis de fazer. Contudo, o jogo de eventuais alianças ou abstenções para permitir a sua investidura só deverá ser feito depois da "segunda volta", isto é, das eleições europeias, autárquicas e regionais que se realizam a 26 de maio, até porque o novo Congresso só toma posse a 21 de maio.

O resultado eleitoral deu 123 deputados aos socialistas de Sánchez, seguido pelo PP com 66, o Ciudadanos com 65, a coligação Unidas Podemos com 42 e o Vox com 24. Os independentistas catalães conseguiram, no total, 22 deputados, pertencendo15 à Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) e os restantes sete ao Junts per Catalunya. O Partido Nacionalista Basco (PNB) elegeu seis deputados, o Bildu mais quatro, a Coligação Canárias outros dois. A plataforma Navarra Some (Na+) elegeu dois, o Compromís um e o Partido Regionalista da Cantábria o último dos 350 deputados.

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