Arábia Saudita diz que não quer guerra, mas responderá a ameaças do Irão

O ministro de Estado para os Assuntos Estrangeiros saudita, Adel al Yubeir, assegurou que a Arábia Saudita não quer começar uma guerra com o Irão, mas responderá "com firmeza" a qualquer ameaça do país.

"As mãos da Arábia Saudita estendem-se para a paz que procuramos alcançar, enquanto o regime iraniano não procura a paz na região", afirmou Al Yubeir, citado pela Efe, numa conferência de imprensa em Riad hoje de manhã.

"A Arábia Saudita não procura a guerra, mas responderá com firmeza a qualquer ameaça" do Irão, frisou o responsável, num momento de tensão entre as duas nações que são os principais rivais no Médio Oriente.

"Não permitiremos que o Irão leve a cabo atos hostis contra o reino. O reino responderá com toda a força e firmeza se a outra parte escolher a guerra", indicou.

As declarações do ministro ocorrem uma semana depois de quatro petroleiros, dois deles sauditas, terem sido alvo de alegada "sabotagem" perto da costa dos Emirados Árabes Unidos e dias depois de os rebeldes iemenitas aliados do Irão terem reclamado um ataque com um drone a um oleoduto saudita.

A temperatura política na região também subiu na última semana após os Estados Unidos decidirem enviar para o Golfo Pérsico o porta-aviões "Abraham Lincoln", o navio de assalto anfíbio "Arlington", mísseis "Patriot" e bombardeiros, depois de denunciar que detetou "indícios" de planos ofensivos iranianos contra as suas forças e interesses no Médio Oriente.

"Os problemas na região começaram com a chegada do regime iraniano ao poder", afirmou Al Yubeir, recordando ainda que o seu país respondeu a um pedido do Irão para resgatar um petroleiro iraniano que ficou preso na costa da cidade de Jeddah em 2 de maio.

Os ministros dos principais países produtores de petróleo irão reunir-se terça-feira na Arábia Saudita.

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