EUA "nunca vão aceitar uma Coreia do Norte com armas nucleares"

Rex Tillerson apelou à China e à Rússia que façam mais para travar a ameaça

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, afirmou que Washington nunca vai aceitar uma Coreia do Norte com armas nucleares, e apelou à China e à Rússia que façam mais para travar a ameaça que Pyongyang representa.

Horas depois do segundo teste com um míssil balístico intercontinental capaz de atingir os Estados Unidos, Tillerson disse, em comunicado, que o seu lançamento é uma flagrante violação das múltiplas resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

"Todas as nações devem adotar uma postura pública firme contra a Coreia do Norte ao manterem e fortalecerem as sanções da ONU, de modo a garantir que a Coreia do Norte enfrenta as consequências da sua busca incessante por armas nucleares e meios para as lançar", disse.

Tillerson afirmou também que a Rússia e a China são "os principais facilitadores económicos do programa de desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos da Coreia do Norte" e têm uma "responsabilidade única e especial pelo crescimento da ameaça à estabilidade regional e global".

Washington "nunca vai aceitar uma Coreia do Norte com armas nucleares, nem vai abandonar o seu compromisso com os seus aliados e parceiros na região", afirmou o secretário de Estado norte-americano.

O exército norte-coreano disparou o seu segundo ICBM às 23:11 de sexta-feira (15:41 em Lisboa) a partir da aldeia de Mupyong, província de Chagang, na fronteira com a China.

O Hwasong-14 voou 998 quilómetros durante 47 minutos e alcançou uma altitude máxima de 3.724,9 quilómetros antes de cair no mar do Japão, segundo os 'media' estatais norte-coreanos, uma informação que corresponde aos dados do exército sul-coreano.

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