Disney Cruise Line condenada a pagar 3,6 milhões de euros a ex-funcionária portuguesa

Maria Ana Reis Martins partiu três costelas em setembro de 2013 em atropelamento nas Bahamas, mas equipa médica do navio não diagnosticou fraturas e deu-a como apta para trabalhar

A Disney Cruise Line foi condenada a pagar quatro milhões de dólares (3,6 milhões de euros) a uma ex-funcionária portuguesa devido a uma lesão, determinou o juiz do Condado de Brevard, na Florida.

De acordo com o Miami Herald, Maria Ana Reis Martins, agora com 39 anos, foi atropelada em Nassau, nas Bahamas, quando viajava desde Port Canaveral, na Florida, para as Caraíbas, e partiu três costelas. Porém, a equipa médica do navio não diagnosticou qualquer fratura e deu-a como apta para trabalhar, por isso, a portuguesa continuou a servir às meses durante dez dias.

Entretanto, um médico na Florida diagnosticou as fraturas e a empresa mandou-a para a casa, em Portugal, para receber tratamento durante cinco meses.

Maria Ana Martins voltou a trabalhar no navio Disney Dream em abril de 2014, mas foi forçada a abandoná-lo um mês depois, depois de se queixar de dores nas costelas, tendo voltado a Portugal, onde lhe foi diagnosticada uma lesão nos nervos. Em dezembro de 2015, Maria Martins processou a Disney Cruise Line.

O advogado de Maria Martins, Julio Ayala, a trabalhar em Miami, argumentou perante o juiz (no início deste mês) que a Disney Cruise Line tinha sido negligente a que não prestou o atendimento adequado, enquanto a companhia de cruzeiros alegava que tinha cumprido os seus deveres de cuidados sob as leis marítimas.

Após cinco horas de deliberação a 19 de dezembro, os jurados decidiram que a Disney Cruise Line tinha de pagar a Maria Ana Martins um milhão de dólares (cerca de 900 mil euros) por dor e sofrimento, dois milhões de dólares (1,8 milhões de euros) por danos patrimoniais e mais um milhão de dólares de punição. O juiz atribuiu 70 por cento de negligência à empresa e 30 por cento à funcionária em relação à lesão. Este veredicto marca o primeiro julgamento contra a Disney Cruise Line por lesões de trabalhadores do navio, diz Julio Ayala.

A companhia de cruzeiros não respondeu ao pedido de comentário por parte do Miami Herald nem recorreu da decisão do tribunal.

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