Corbyn não fará campanha nem a favor nem contra o Brexit

O líder da oposição diz que prefere focar-se em "unir a comunidade e o país", em vez de continuar a dar voz a um "debate interminável". O Reino Unido vai a eleições antecipadas no dia 12 de dezembro.

O líder do Partido Trabalhista britânico anunciou que se irá manter-se neutro relativamente a um futuro referendo do Brexit, pelo qual não fará campanha a favor ou contra. "Vamos respeitar o resultado e irei adotar, como primeiro-ministro, se eu o for na época, uma posição neutra para que possa realizar (o referendo) com credibilidade, de forma a unir a nossa comunidade e país, em vez de continuar este debate interminável sobre a União Europeia e o Brexit", disse Jeremy Corbyn, durante uma ronda de perguntas na BBC.

O Reino Unido enfrenta eleições antecipadas a 12 de dezembro, para logo depois retomar a discussão sobre o Brexit, depois de Bruxelas ter aceitado adiar a data da saída até 31 de janeiro de 2020. Mas o líder da oposição na Câmara dos Comuns não pretende tomar lados nesta luta. "O meu papel e o papel do nosso governo é garantir que o referendo é feito numa atmosfera justa", reforçou.

O primeiro-ministro Boris Johnson, que também esteve presente nesta ronda de perguntas, disse não compreender como Corbyn poderia ser "indiferente" a uma questão tão vital. Disse ainda que a capacidade de Corbyn para negociar um acordo, se chegar ao lugar de primeiro-ministro, estaria comprometido pelo facto de ele não se importasse se o público o apoia ou não. "Não vejo como ele pode fazer um acordo quando será neutro ou indiferente", frisa.

Mas este não foi o tema sobre o qual Boris Johnson mais debateu. O tempo de antena do primeiro-ministro britânico esteve sobretudo centrado na questão da confiança nos políticos. Considera que a confiança é um fator importante para os eleitores, mas disse que a maior confiança a este traço é o efeito "corrosivo" do parlamento.

A mais recente sondagem sobre as eleições antecipadas, da Survation, atribui 42% ao partido do primeiro-ministro Boris Johnson, 28% aos trabalhistas de Jeremy Corbyn e 13% aos liberais-democratas de Jo Swinson.

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