Congresso norte-americano aprova 356 milhões de euros em ajuda humanitária à Venezuela

O Congresso dos Estados Unidos de América (EUA) incluiu, segunda-feira, uma proposta de 400 milhões de dólares (356 milhões de euros) em projetos para apoiar a assistência humanitária para venezuelanos e os países vizinhos que os acolhem.

O congresso norte-americano aprovou ainda 17 milhões de dólares (15,3 milhões de euros) para apoiar as ações políticas do líder opositor venezuelano Juan Guaidó, dos atores democráticos e da sociedade civil venezuelana.

A aprovação proposta foi confirmada aos jornalistas pelo senador democrata Bob Menéndez, que explicou que o Governo de Donald Trump manterá "a pressão estratégica" contra o regime do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro e os seus "aliados estrangeiros".

A proposta faz parte da lei de Ajuda de Emergência, Assistência para a Democracia e Desenvolvimento da Venezuela (lei Verdade) e os recursos deverão ser aprovados até 20 de dezembro.

Trata-se, segundo o senador, do "maior pacote legislativo" de ajuda humanitária apoiada pelos EUA desde que em janeiro de 2019, altura em que Juan Guaidó jurou publicamente assumir as funções de Presidente Interino da Venezuela, até afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um Governo de transição e eleições livres e democráticas no país.

"A lei Verdade deixa claro que os EUA se mantêm firmes no apoio ao povo venezuelano e ao Presidente Interino Juan Guaidó e não duvidará dos esforços para responsabilizar o regime de (Nicolás) Maduro pelas ações da sua ditadura criminosa", disse Bob Menéndez aos jornalistas.

Um comunicado do Comité para as Relações Exteriores do Senado dos EUA, destaca que esta aprovação "fortalece a resposta norte-americana à crescente crise humanitária na Venezuela".

A lei Verdade proíbe a emissão de vistos para os familiares dos funcionários do regime venezuelano que foram sancionados pelos EUA.

Segundo o Comité para as Relações Exteriores do Senado dos EUA, foram ainda aprovadas várias leis que proíbem a venda de armamento ao Governo venezuelano.

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