Boris Johnson persuadido a vacinar-se em frente às câmaras de televisão

Vacinação do primeiro-ministro britânico poderá ser transmitida na televisão para mostrar que a vacina contra a Covid-19 é segura

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, poderá ser persuadido a vacinar-se contra a Covid-19 à frente das câmaras de canais televisivos para mostrar que é seguro.

Porém, o líder do governo do Reino Unido não vai vacinar-se antes dos grupos mais necessitados, anunciou o seu secretário de imprensa, citado pelo The Guardian.

Boris Johnson, recorde-se, passou pelos cuidados intensivos nos primeiros meses da pandemia depois de ter sido infetado com o novo coronavírus.

O primeiro-ministro britânico procurou ainda moderar as expectativas dos britânicos sobre a velocidade de distribuição da vacina contra a covid-19 aprovada esta segunda-feira pela agência reguladora britânico.

"Penso que, nesta fase, é muito, muito importante que as pessoas não tenham esperanças muito altas sobre a velocidade com que seremos capazes de implementar esta vacina", avisou, durante o debate semanal no parlamento.

A campanha de vacinação, disse Johnson, vai começar "a partir da próxima semana" com 800 mil doses da vacina Pfizer/BioNTech, suficientes para 400 mil pessoas (cada pessoa precisa de duas doses), e o governo britânico aguarda mais "vários milhões de doses" antes do final do ano.

A agência de medicamentos britânica anunciou hoje que aprovou a vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 após "análises rigorosas", tornando-se a primeira autoridade sanitária ocidental a aprovar uma vacina contra a doença.

A Comissão Conjunta de Vacinação e Imunização do Reino Unido estabeleceu uma ordem de prioridades com que a população de 66 milhões de habitantes deve receber a vacina, colocando no topo residentes e funcionários de lares de idosos, seguidos por idosos com mais de 80 anos e profissionais de saúde.

A lista continua depois em contagem decrescente em termos de grupos etários e pessoas vulneráveis em termos de risco ou problemas de saúde.

Porém, o primeiro-ministro britânico deu a entender que a ordem de prioridade poderá ser afetada pela necessidade de armazenar a vacina Pfizer/BioNTech a temperaturas muito baixas, limitando o seu transporte e distribuição.

As duas doses são administradas com diferença de aproximadamente um mês.

"Este tipo específico de vacina rapidamente para os lares de idosos, porque ela precisa ser mantida a 70.º negativos, tem desafios logísticos a serem superados para que as pessoas vulneráveis tenham acesso à vacina de que precisam", justificou.

Boris Johnson prometeu avançar com a vacinação "o mais rápido possível" mas vincou que a atual estratégia de restrições locais e testes rápidos durante os "meses difíceis de inverno", indicando que a operação deverá prolongar-se pelo menos até à primavera de 2021.

O Reino Unido garantiu 357 milhões de doses de diferentes projetos de vacina contra a covid-19 ainda durante a fase de desenvolvimento, incluindo 40 milhões da Pfizer/BioNTech, mas a maioria ainda não foi aprovada nem entrou na fase de produção.

Segundo o Daily Telegraph, o exército, que ajudou a montar hospitais de campanha e a coordenar operações de testagem, está a transformar cerca de 10 locais em centros de vacinação, nomeadamente estádios de futebol e centos de exposições.

Centenas de outros locais mais pequenos vão também funcionar, em paralelo com centros de saúde e farmácias.

O Reino Unido registou na terça-feira mais 603 mortes e 13 430 novos casos de covid-19.

Com 59 051 mortes atribuídas ao coronavírus confirmadas oficialmente, é o país europeu com o maior número maior de óbitos na Europa, e o quinto a nível mundial, atrás dos EUA, Brasil, Índia e México.

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