Bolsonaro recusou descendente de D. Pedro para vice por este ser gay, acusa Frota

Preferido do presidente para seu número dois, o "príncipe" Luiz de Orléans e Bragança, acabou por perder a corrida para o general Hamilton Mourão por causa de boatos sobre a sua sexualidade, afirma o ex-ator. O deputado diz-se vítima de dossiê falso.

O deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança, conhecido por "príncipe", por ser descendente de D. Pedro, herdeiro da família imperial do Brasil, só não é hoje vice-presidente de Jair Bolsonaro por causa de rumores sobre a sua sexualidade. Pelo menos, é o que diz o ex-ator e deputado Alexandre Frota, que um dia foi aliado e hoje é adversário declarado do presidente brasileiro.

Na terça-feira, durante reunião com deputados que pretendem segui-lo para o seu novo partido, o Aliança pelo Brasil, Bolsonaro disse que Bragança era o seu preferido para a vice-presidência e que lamentava não poder voltar atrás e colocá-lo no lugar do general Hamilton Mourão, que acabou escolhido, em julho do ano passado. Acrescentou ainda que teria dívida eterna para com ele. O próprio "príncipe" confirmou essa conversa à coluna da jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

Hoje, Frota enviou a sua versão do sucedido à mesma coluna através de mensagem de WhatsApp. Contou que Bolsonaro, durante o processo de escolha do vice, lhe confidenciou ter em sua posse fotos comprometedoras de Bragança. "E me perguntou se eu sabia se o príncipe era gay ou não", afirma Frota. A partir daí, conta o ex-ator, foi então iniciado o processo que levou à escolha de Mourão.

O Planalto e o "príncipe" não comentaram. À revista Crusoé, entretanto, Bragança queixou-se de ter sido vítima de um dossiê falso.

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