Boeing suspende produção do 737 Max após dois acidentes fatais

Companhia norte-americana, que diz ter 400 aviões deste modelo feitos, suspende temporariamente a produção a partir de janeiro por questões de segurança.

A Boeing anunciou esta segunda-feira que a produção de aviões 737 Max irá ser suspensa em janeiro, de forma temporária até que estejam reunidas as condições para o regresso ao mercado. A decisão surge após as dúvidas sobre a segurança do modelo, retirado de circulação na sequência de dois acidentes, na Indonésia e na Etiópia, em que morreram mais de 300 pessoas.

A principal prioridade, diz a companhia aérea em comunicado, é "devolver com segurança o 737 Max ao serviço". Revelando que foram já construídos 400 aparelhos 737 Max, apesar das aeronaves terem ficado em terra durante nove meses após os acidentes, a Boeing anuncia que irá apostar na entrega destes aviões e suspende a produção de futuros aparelhos.

"Acreditamos que esta decisão é menos perturbadora a longo prazo. Esta decisão é motivada por vários fatores, incluindo a extensão da certificação até 2020, a incerteza sobre o momento e as condições do regresso ao serviço, as aprovações globais de formação e a importância de garantir que podemos priorizar a entrega das aeronaves armazenadas. Continuaremos a avaliar o nosso progresso em direção ao regresso aos marcos do serviço e a tomar decisões sobre a retoma da produção", diz o comunicado esta segunda-feira emitido.

O 737 Max é produzido em Seattle, Washington, e a Boeing é um dos maiores exportadores dos EUA. Na semana passada, o Congresso dos EUA foi informado de que os reguladores permitiram que o 737 Max continuasse a voar após o primeiro acidente em outubro do ano passado, mesmo sabendo que havia o risco de novos desastres.

As quedas de duas aeronaves Boeing 737 Max na Indonésia, em outubro de 2018, e na Etiópia em março de 2019, causaram 346 mortes, o que levou autoridades da aviação em todo o mundo a suspenderem voos com a série 737 Max.

As ações da Boeing caíram mais de 4% esta segunda-feira, com a especulações pelo meio de que a companhia aérea anunciaria uma suspensão da produção.

O fabricante afirma ainda que planeia que os funcionários afetados com a suspensão "continuem o trabalho relacionado ao 737 ou sejam temporariamente deslocados para outras equipas".

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG