Beirute saiu à rua em protesto. E houve confrontos com a polícia

Milhares de pessoas invadiram a praça principal de Beirute e penduraram laços simbólicos onde dizem que as autoridades deveriam ter sido enforcadas durante a explosão desta semana que fez 158 mortos e mais de 6000 feridos.

Manifestantes e polícia confrontaram-se hoje, em frente ao Parlamento de Beirute, após início de uma manifestação em que milhares de pessoas exigem que as autoridades saiam, após explosões que mataram 158 pessoas e feriram mais de 6.000.

Os confrontos começaram com a polícia a lançar granadas de gás lacrimogéneo, enquanto os manifestantes atiravam pedras e tentavam chegar em frente ao Parlamento, no centro de Beirute, local para onde foi convocada a manifestação a exigir responsabilidade da classe política, uma vez que acreditam ter sido responsável pela explosão de terça-feira, no porto de Beirute.

Entretanto, milhares de pessoas invadiram a praça principal de Beirute e penduraram laços simbólicos onde dizem que as autoridades deveriam ter sido enforcadas durante a explosão desta semana.

A violência provocada por um pequeno grupo de jovens começou no início de protestos antigovernamentais, organizados após a explosão no porto de Beirute que devastou grande parte da capital.

Dois dias após uma visita histórica do Presidente francês, Emmanuel Macron, a atividade diplomática intensificou-se em Beirute para organizar apoio internacional ao país atingido, na véspera de uma conferência de doadores, este domingo.

Beirute acordou pelo quarto dia consecutivo com o som de vidros partidos recolhidos das ruas pelos moradores e um exército de voluntários, equipado com vassouras, mobilizado desde a primeira hora.

A explosão no porto na terça-feira, cujas circunstâncias ainda não estão esclarecidas, foi supostamente causada por um incêndio que afetou um enorme depósito de nitrato de amónio, uma substância química perigosa.

O desastre deixou, pelos menos, 158 mortos e mais de 6.000 feridos, dos quais, pelos menos, 120 estão em estado crítico, de acordo com o Ministério da Saúde libanês, além de quase 300.000 desalojados.

A explosão de 2.750 toneladas de nitrato de amónio armazenadas no porto, aparentemente provocada por um incêndio, foi a maior da história do Líbano e causou danos estimados entre 10 a 15 bilhões de dólares americanos, segundo o governador de Beirute.

A embaixada da Síria anunciou hoje que 43 dos seus cidadãos estavam entre as vítimas.

A Holanda anunciou que a mulher do embaixador holandês no Líbano, Jan Waltmans, morreu na sequência de ferimentos.

Mais de 60 pessoas continuam desaparecidas, enquanto a esperança de localizar sobreviventes diminui.

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