Avião da Cruz Vermelha leva medicamentos e kits para partos

A Cruz Vermelha Portuguesa envia domingo um segundo avião para a Beira, este destinado à saúde materno-fetal. Tanto o presidente da organização como a ministra da Saúde seguirão nesta mesma viagem até Moçambique.

O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), Francisco George, anunciou esta terça-feira o envio de um segundo avião comercial para a cidade da Beira, capital da província moçambicana de Sofala, devastada pelo ciclone Idai. O aparelho leva a sua capacidade máxima, 33 toneladas, incluindo 1,5 toneladas de kits de parto (comprado à Holanda por 24 mil euros), 15 toneladas de artigos para assistir aos partos, roupa de recém-nascidos, fraldas, entre outros.

O material enviado neste segundo avião é o resultado da "missão de reconhecimento avançada" do primeiro avião da CVP, enviado no domingo. "A chefe de missão na Beira, a comandante Clara Martins, pediu-nos que o foco fossem as crianças. Há muitas mulheres grávidas e as crianças vão nascer numa altura particularmente difícil e, com esta operação, vão ter meios de maior proteção", explicou Francisco George.

Muita da carga será também medicamentos, em especial para o tratamento da cólera e da filaríase, doenças provocadas por parasitas que se encontram nas águas.

Acompanha a missão a enfermeira e professora Jesus que vai explicar aos moçambicanos como fazer um parto. "Vamos ficar em Moçambique até quando for preciso, até ao final do ano. E tudo o que levarmos ficará na Beira, em particular o conhecimento", sublinhou o presidente da CVP. Francisco George seguirá na mesma viagem, bem como a ministra da Saúde, Marta Temido.

No anúncio da nova missão da CVP estiveram ainda presentes, António Hipólito de Aguiar, dos Médicos do Mundo - que enviará também técnicos -, Dionísio Macule, ministro conselheiro da Embaixada de Moçambique em Portugal, o general das Forças Armadas Governo Maia, vice-presidente da CVP, bem como dirigentes das empresas que colaboram na missão - a companhia aérea EuroAtlantic (financiadores da viagem), a Sociedade Francisco Manuel dos Santos e o Grupo Jerónimo Martins.

É o segundo avião comercial fretado pela CVP à EuroAtlantic, este por 205 mil euros. O primeiro custou 210 mil euros e, segundo o administrador da empresa, é um montante que apenas pagará os custos da viagem. Mas é uma forma do proprietário da companhia, Tomás Metello, se solidarizar com a sua terra natal, a Beira. A CVP pondera a hipótese de fretar um terceiro avião.

Os alimentos doados de longa duração (com, no mínimo, um ano de validade) e outros artigos seguirão por barco.

Os custos são suportados pelo fundo de emergência criado pela Cruz Vermelha, que o apelidou de Operação Embondeiro. Desde o dia 19 de março angariou 1,3 milhões de euros.

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