Autarca chilena foge (mesmo) das perguntas dos jornalistas

Evelyn Matthei, ex-ministra e candidata derrotada por Bachelet nas presidenciais de 2013, foi vista a dirigir o trânsito depois de uma falha nos semáforos. Pressionada pelos jornalistas, optou por fugir a correr.

A presidente da câmara de Providencia, em Santiago do Chile, Evelyn Matthei, surpreendeu os jornalistas que lhe faziam perguntas quando começou a correr, numa aparente tentativa de evitar dar respostas.

A cena aconteceu na quinta-feira, quando Matthei foi vista com um colete amarelo numa esquina da cidade a dirigir o trânsito, depois de um apagão ter deixado a zona sem semáforos.

Rodeada de jornalistas, a autarca começou por dizer que a situação no país é preocupante e que muita gente lhe disse que ia começar a comprar armas, porque a polícia está de mãos atadas.

Depois, para evitar continuar a responder às perguntas dos jornalistas, Matthei desatou a correr. Os jornalistas foram atrás, como se vê no vídeo que a própria partilhou nas redes sociais.

"Um pouco de exercício é sempre bom para começar a manhã. A corrida contra a destruição e o vandalismo vamos ganhá-la e junto com o município de Providencia poremos novamente Providencia de pé", escreveu.

Nas redes sociais, a corrida foi transformada em meme, com Matthei a partilhar também os seus favoritos.

O Chile tem sido palco de protestos contra o presidente Sebastián Piñera. Os protestos, que causaram pelo menos 20 mortes de acordo com dados oficiais, começaram no dia 18 de outubro em resposta ao aumento do preço do bilhete de metro na capital, evoluíram para denunciar as desigualdades sociais nas áreas da educação, saúde, aposentação, contra a desigualdade imposta pelo atual modelo económico e para reivindicar a eleição de uma Assembleia Constituinte para alterar a Constituição do país.

O nome de Matthei, que tem criticado a conduta do presidente Piñera, chegou a ser falado para assumir o Ministério do Interior, numa remodelação governamental, mas a autarca terá rejeitado. Entre 2011 e 2013 foi ministra do Trabalho e da Segurança Social de Piñera, tendo sido depois candidata à presidência do Chile. Perdeu na segunda volta para Michelle Bachelet.

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