"Presidente mais corrupto da história." Ataques a Trump marcam quinto debate democrata

Durante o debate, os 10 candidatos mostraram as diferenças em relação a políticas de saúde e aumento dos impostos aos mais ricos, mas mantiveram o tom mais educado que noutas ocasiões. Em vez disso atacaram Trump.

O quinto debate entre os candidatos democratas à Casa Branca ficou marcado na quarta-feira pela unânime oposição ao presidente norte-americano, o republicano Donald Trump, atualmente alvo de um processo de destituição.

Durante o debate, os 10 candidatos (os mais bem colocados nas sondagens de um grupo de 17) mostraram as diferenças em relação a políticas de saúde e aumentar os impostos aos mais ricos, mas mantiveram o tom mais educado e em vez disso atacaram Trump.

"Não podemos ser consumidos por Donald Trump", advertiu o senador Bernie Sanders, nos primeiros momentos do debate, alertando para o risco de os democratas perderem as eleições no próximo ano.

Horas depois de o embaixador dos EUA na União Europeia, Gordon Sondland, ter afirmado no Congresso que pressionou o Governo da Ucrânia a investigar as atividades da família de Joe Biden, por "instruções expressas" de Donald Trump, os candidatos democratas não pouparam críticas ao chefe de Estado.

"Temos de estabelecer o princípio de que ninguém vai estar acima da lei", disse a senadora Elizabeth Warren, considerando já ter visto o suficiente que justifique a destituição de Trump.

Sanders apontou que o presidente norte-americano "não é apenas um mentiroso patológico", como o "presidente mais corrupto da história do país", defendendo que "deve ser processado como qualquer outro indivíduo".

Por sua vez, a senadora Kamala Harris sublinhou que o embaixador dos EUA na União Europeia revelou "uma administração corrupta" e exigiu a mesma justiça para todos.

"Achamos que o Donald Trump é um problema. Não. É um sintoma, não uma doença", disse sua vez o empresário Andrew Yang.

O ex-vice-presidente Joe Biden fez duas promessas caso chegue ao poder: travar a venda de armas à Arábia Saudita e responsabilizar o príncipe herdeiro pelo homicídio do jornalista Jamal Khashoggi.

Biden também considerou que a ONU deve condenar a China por manter detidos cerca de um milhão de uigures em centros de doutrinação política em Xinjiang e por não ter cumprido os seus compromissos com Hong Kong.

Pete Buttigieg, tal como Biden, criticou o programa mais à esquerda de Warren e Sanders. Segundo o candidato mais jovem na corrida à nomeação democrata -- quarto nas sondagens com 8% atrás dos favoritos Biden (30%), Warren (18%) e Sanders (17%) --, os projetos de reforma de ambos para um sistema universal de saúde "não são uma boa aposta para unir os americanos".

Buttiegieg está em quarto nas sondagens nacionais, mas em primeiro no Iowa, que será o primeiro caucus das primárias a 3 de fevereiro. Tem 25% das intenções de voto, segundo uma sondagem CNN/Des Moines Register/Mediacom, após uma subida de 16 pontos percentuais desde setembro. Warren tem 16%, Biden e Sander têm 15%.

Já o ex-vice-presidente defendeu que "neste momento, a grande maioria dos democratas" não apoia uma reforma do sistema de saúde.

Warren defendeu contudo as suas propostas, alegando que a melhor forma de "unir" era "construindo uma América que funciona para todos, não apenas para os ricos".

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