Ataque em Caxemira faz três mortos em dia de solidariedade com a região

Um paramilitar e dois rebeldes morreram nesta quinta-feira durante um ataque em Caxemira, região disputada entre o Paquistão e a Índia.

As forças governamentais da Índia detiveram um suspeito após um ataque em que três rebeldes numa motorizada dispararam contra uma patrulha, nos arredores da principal cidade de Caxemira, Srinagar, provocando três mortos.

Segundo Pankaj Singh, um paramilitar indiano, os soldados conseguiram matar dois dos rebeldes e capturaram o terceiro, recuperando uma pistola e uma granada transportadas pelos militantes.

O ataque aconteceu no dia em que se celebra a região de Caxemira, no norte do subcontinente indiano, que é disputada entre o Paquistão e a Índia, desde o fim da colonização britânica.

Uma resolução da ONU, de 1947, determinava a decisão do território por um plebiscito que nunca aconteceu, tendo a região sido incorporada na Índia, conduzindo a um conflito com o Paquistão que se prolonga até hoje, com sucessivas vagas de ataques que já mataram milhares de pessoas.

Para assinalar o dia da solidariedade de Caxemira, que se regista hoje, o Presidente do Paquistão, Arif Alvi, divulgou uma mensagem em que promete levar a questão do diferendo sobre esta região "a todos os fóruns", para denunciar "as ações ilegais da Índia" neste território.

"O Governo e o povo do Paquistão continuarão a estender o seu apoio político, moral e diplomático ao povo de Caxemira, até que ele tenha o seu direito legítimo à autodeterminação, como consagrado pelas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas", lê-se no texto do Presidente, que foi distribuído aos parlamentos de diferentes países, incluindo o português, pelas embaixadas paquistanesas.

Também o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, se associou a esta iniciativa do dia de solidariedade, num texto distribuído pelas embaixadas, acusando a Índia de ter "tornado oito milhões de habitantes de Caxemira em prisioneiros no seu próprio território".

Khan pede o "levantamento imediato do cerco militar e do 'blackout' comunicacional das autoridades indianas em Caxemira, apelando à comunidade internacional para "desempenhar o seu papel de assegurar o respeito pelos direitos humanos fundamentais e pelas liberdades do povo de Caxemira".

No memorando enviado à Assembleia da República de Portugal, a embaixada paquistanesa em Lisboa pede aos parlamentares para "tomarem em conta o sofrimento do povo de Caxemira" e apela ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa para que levante a questão junto do Governo indiano, na visita à Índia programada para o final deste mês.

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