Morreram mais famosos em 2016 do que noutros anos? A BBC fez as contas

A BBC revela ainda os 42 obituários que tinha preparados e que usou este ano

Fidel Castro, David Bowie, Prince, Leonard Cohen, Muhammad Ali, Nicolau Breyner, Shimon Peres. Foram muitas as personalidades e famosos, internacionais e nacionais, que morreram este ano. Parecem, claro, demasiados, sobretudo aos milhões de admiradores. Mas foram mais do que noutros anos? A BBC fez as contas e concluiu que... mais ou menos.

Porque não é fácil medir a fama de uma personalidade, a BBC recorreu a um "indicador" caseiro - o número de obituários que tinha preparados e que usou este ano. Esta é uma prática comum na imprensa, a de preparar peças sobre pessoas consideradas importantes nas suas áreas, da política às artes, passando pelo desporto e sociedade. E nos grandes grupos como a BBC existem centenas de obituários preparados.

O editor desta secção reconhece que a BBC utilizou um número superior ao do ano passado, 42 contra 32, mas salienta que essa diferença se concentrou sobretudo nos primeiros meses do ano. Assim, no primeiro trimestre do ano a BBC usou 24 obituários que já tinha preparados, o dobro do ano anterior - incluindo do músico David Bowie, do ator Alan Rickman, da escritora Harper Lee e da arquiteta Zaha Hadid.

Mas desde abril e até dezembro o número esteve em linha com os de anos anteriores: 18 este ano, um número igual ao de 2014 e inferior ao do ano passado.

Nick Serpell salienta que não houve uma mudança de orientações na escolha do tipo personalidade que "merecem" ter um obituário pronto e diz que o aumento dos últimos anos se deve à passagem do tempo e ao envelhecimento de muitas das estrelas que emergiram em meados do século passado, quando a cultura pop e de celebridades começou a ser global.

A BBC revela ainda os 42 obituários que tinha preparados e que usou este ano. A lista inclui ainda, além dos já mencionados, Nancy Reagan, Pierre Boulez, Sir George Martin, Boutros Boutros Ghali, Gene Wilder e Elie Wiesel. Vale a pena salientar que as escolhas refletem obviamente uma visão anglófona do mundo - não havia, por exemplo obituário preparando para o cineasta Abbas Kiarostami.

É possível ver as listas dos outros anos aqui.

Em Portugal, é de assinalar o desaparecimento de personalidades como Nicolau Breyner, João Lobo Antunes, Camilo de Oliveira, Moniz Pereira, Mário Wilson, Paquete de Oliveira e José Lello, entre outros.

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