"Cometemos muitos erros". Zuckerberg quer corrigir o Facebook

O fundador da rede social estabeleceu a meta para 2018

Mark Zuckerberg anunciou que para 2018 o objetivo é corrigir os problemas do Facebook, nomeadamente no que diz respeito aos mecanismos contra os discursos de ódio, abusos ou interferências dos governos. O fundador desta rede social, que todos os anos, nos primeiros dias de janeiro, estabelece uma meta para o ano que se inicia, quer assegurar que a empresa proporciona bons momentos aos seus utilizadores e que se mantém a máxima que caracterizou a sua criação: dar o poder às pessoas.

Desde 2009 que Zuckerberg estabelece estes objetivos anuais, tendo já feito de tudo um pouco, desde ler 25 livros num ano, correr mais de 580 quilómetros, aprender mandarim, criar um assistente pessoal com inteligência artificial ou visitar todos os estados norte-americanos. "No primeiro ano, a empresa estava numa recessão profunda e o Facebook ainda não era lucrativo. Precisávamos de garantir que o Facebook tinha um modelo de negócio sustentável. Foi um ano sério e usei gravata todo os dias me lembrar disso", escreveu esta quinta-feira no Facebook.

"Hoje parece-se muito como esse primeiro ano", comparou. "O mundo sente-se ansioso e dividido e o Facebook tem muito trabalho a fazer - seja a proteger a nossa comunidade dos abusos e do ódio, defender da interferência dos Estados, ou garantir que o tempo passado no Facebook é bem passado", acrescentou.

"Não preveniremos todos os erros ou abusos, mas atualmente cometemos muitos erros a desenvolver as nossas políticas e a impedir o uso abusivo das nossas ferramentas", admitiu, manifestando a vontade de se reunir com peritos para discutir estes temas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

"Gilets jaunes": se querem a globalização, alguma coisa tem de ser feita

Há muito que existe um problema no mundo ocidental que precisa de uma solução. A globalização e o desenvolvimento dos mercados internacionais trazem benefícios, mas esses benefícios tendem a ser distribuídos de forma desigual. Trata-se de um problema bem identificado, com soluções conhecidas, faltando apenas a vontade política para o enfrentar. Essa vontade está em franco desenvolvimento e esperemos que os recentes acontecimentos em França sejam mais uma contribuição importante.