União Europeia financia projetos de organizações portuguesas em Cabo Verde

O Instituto Marquês de Valle Flôr e a Associação de Defesa do Património de Mértola são duas das cinco organizações não-governamentais cujos projetos em Cabo Verde foram selecionadas para financiamento pela União Europeia.

"Turismo solidário e comunitário na ilha do Maio", do Instituto Marquês de Valle Flôr, e "Raízes - Redes locais para turismo sustentável e inclusivo em Santo Antão", da Associação de Defesa do Património de Mértola, serão os projetos a financiar através do programa da UE para as Organizações da Sociedade Civil e Autoridades Locais, com uma dotação de cerca de 2,3 milhões de euros.

Foram ainda escolhidos para financiamento os projetos de organizações cabo-verdianas "Comunidades no Centro: a identidade local como fator de desenvolvimento do turismo sustentável", do Movimento África 70 e "Acesso à Cultura em Cabo Verde, desenvolvimento turístico e de representação das pessoas com deficiência", da Federação Cabo-verdiana de Associações de Pessoas com Deficiência.

"Rotas do Fogo: modelo do agroturismo com reforço das organizações locais do turismo rural e sustentável na ilha do Fogo", da organização não-governamental italiana COSPE, foi o quinto projeto escolhido.

Os contratos de financiamento foram assinados hoje, na delegação da UE, na cidade da Praia, numa cerimónia em que marcaram presença representantes do governo de Cabo Verde e das missões diplomáticas do Luxemburgo, França, Espanha e Portugal.

O representante da União Europeia em Cabo Verde, José Manuel Pinto Teixeira, sublinhou que este financiamento pretende reconhecer o papel da sociedade civil no desenvolvimento sustentável do país.

"A UE apoia Cabo Verde através do Apoio Orçamental, mas reconhece também a importância da sociedade civil para promover um desenvolvimento sustentável, um crescimento inclusivo e uma sociedade mais equitativa", disse, citado pela agência cabo-verdiana de notícias Inforpress.

Segundo disse, o objetivo dos projetos, que terão a duração de 36 meses, é promover o turismo sustentável como fator de geração de rendimentos e de melhoria das condições socioeconómicas das comunidades, bem como contribuir para a diversificação da oferta turística.

Os cinco projetos agora aprovados juntam-se a outros seis de organizações da sociedade civil atualmente em curso na área do turismo sustentável e que beneficiam também de financiamento europeu.

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