Peritos militares da CEEAC discutem força multinacional na capital são-tomense

São Tomé e Príncipe vai participar com uma unidade militar na constituição da força multinacional dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) composta por 4.800 elementos, garantiu hoje o ministro da Defesa e Administração Interna.

"Embora a conjuntura financeira internacional permaneça desfavorável, particularmente as economias dos países insulares, como são Tomé e Príncipe, quero reiterar o nosso total empenhamento em contribuir para a concretização dos objetivos que (a CEEAC) se propõe", garantiu o Arlindo Ramos, na abertura da conferência em que se discute a composição daquela força.

Cerca de meia centena de peritos militares dos países da Comunidade Económica dos Estados da África Central iniciaram hoje essa conferência de quatro dias na capital são-tomense, para discutir a atualização da força multinacional.

"O real papel de São Tomé nesta força é efetivo, no escalão político estratégico, e gostaríamos que desta vez, com a atualização, se faça mais presente, justamente no estado-maior general da força multinacional com um efetivo de homens", disse, por seu lado, o angolano Daniel Savihemba chefe de estado-maior general da forma multinacional da CEEAC.

A ideia da criação desta força multinacional foi aprovada pelo conselho de ministros da Comunidade realizado em Libreville em 2010. Mas a alteração da situação económico financeira mundial impôs a alteração e adequação desta força.

O ministro são-tomense da defesa e administração interna, exaltou, na abertura da conferencia, a sua "importância e o interesse" pela "pertinência com que se devem debater as questões de defesa e segurança da sub-região".

"As novas formas de ameaça à paz e segurança colocam o mundo, particularmente os países africanos, num elevado grau de incerteza e consequente imprevisibilidade", disse Arlindo Ramos.

Por seu turno, o secretário-geral adjunto da CEEAC encarregado do departamento da paz, segurança e estabilidade, defendeu que deve sair desta reunião a decisão de "disponibilizar capacidades para uma missão destinada a assegurar a paz".

"Não tenho dúvidas que os resultados desta reunião facilitarão a revalidação da próxima reunião do Conselho de Defesa e Segurança para propor a tomada de decisões fundamentais com o propósito de assegurar e acelerar a constituição e operacionalização da Força Multinacional da África Central", disse Guy Garcia.

A reunião deverá terminar quinta-feira com várias recomendações ao Conselho.

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