Museu de Penafiel é "exemplo de afirmação" fora dos grandes centros -- autarca

O presidente da câmara de Penafiel, Antonino Sousa, considerou hoje que o Museu Municipal, a assinalar 70 anos, é um dos "maiores exemplos de modernidade e afirmação" de um concelho fora dos grandes centros.

"É um extraordinário exemplo de modernidade e de afirmação, num concelho que não faz parte das áreas metropolitanas do país", comentou Antonino Sousa, a propósito do aniversário.

Os 70 anos do Museu Municipal de Penafiel vão ser assinalados até sábado, naquele concelho, com diversas atividades, todas com entrada gratuita.

O autarca disse que aquele equipamento cultural, fundado em 1948, registou mais de 200 mil visitantes, a maioria dos quais desde 2009, quando passou a ocupar as novas instalações, em resultado da recuperação de um palacete setecentista no centro histórico da cidade.

Em 2010, recordou o presidente, aquele espaço cultural foi eleito o Melhor Museu Português pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM). Nesse ano foi também nomeado para o prémio EMYA - European Museum of the Year Award, pelo European Museum Forum (EMF).

"É um dos museus de referência no país por tudo aquilo que encerra", disse o autarca, acrescentando: "Quem o visita, fica rendido à esta extraordinária integração da arqueologia, etnografia e das mais modernas tecnologias ao serviço da museologia".

Antonino Sousa refere que o museu daquela cidade integra, desde 2013, o Excellence Club da European Heritage Association, o que lhe "confere um grau de prestígio divulgado além-fronteiras". É também no grande auditório do museu que se realizam os principais momentos do Festival Literário Escritaria que há vários anos homenageia autores da literatura em língua portuguesa.

O equipamento conta com cinco salas temáticas dedicadas à identidade, território, arqueologia, ofícios e à terra e água. É ainda composto por quatro núcleos, destacando-se o Castro do Monte Mozinho, um antigo povoado onde existe um centro interpretativo. A aldeia recuperada de Quintandona, com casas de xisto, onde também funciona um centro interpretativo, é outro núcleo do museu.

Ao longo dos anos, referiu Antonino de Sousa, o museu foi capaz de "crescer e evoluir, mantendo os objetivos fundacionais".

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