Túnel já liga Rato à Estrela e ministro admite mais contratações

Novo túnel que vai ligar a estação do Largo do Rato à futura estação da Estrela (junto ao jardim) foi aberto esta manhã. Horas depois de os trabalhadores terem entregue um pré-aviso de greve para o próximo mês, o ministro do Ambiente assumiu: é imperativo contratar mais pessoal.

O Metro de Lisboa já tem ligação entre o Largo do Rato e a Estrela, com a abertura de um novo túnel a ter lugar na manhã deste sábado. A cerimónia, que contou com a presença do ministro do Ambiente Duarte Cordeiro ficou ainda marcada pela assinatura do auto de consignação do segundo de quatro lotes, que marca o início da empreitada que vai unir a zona de Santos ao Cais do Sodré.

Depois de no dia anterior os trabalhadores terem feito greve para reivindicar melhores condições laborais, o ministro admitiu este sábado que é "inevitável" proceder à contratação de mais pessoas. "Há a consciência que é preciso tomarmos medidas. Por um lado, medidas que melhorem as condições dos trabalhadores e, por outro lado, medidas que permitam reforçar os trabalhadores, que será inevitável", assumiu.

Segundo o ministro, os sindicatos do setor pedem um reforço de maquinistas e Duarte Cordeiro garantiu que o Executivo está a "trabalhar para durante este semestre poder confirmar o reforço dos trabalhadores e fazer o que é a necessária progressão interna para a carreira de maquinista". De acordo com o governante, quem for contratado não entrará de imediato para as funções de maquinista e, por isso, não está descartada a hipótese de abrir um concurso interno especificamente para essa tarefa.

Apesar de os sindicatos já terem feito um pré-aviso de greve que irá coincidir com os Santos Populares, Duarte Cordeiro mostrou-se otimista quanto ao desfecho das negociações, que irão acontecer "ao longo desta semana" e que, com "um pouco de equilíbrio" poderão "chegar a bom porto".

De acordo com o ministro, o Executivo irá "procurar contabilizar o que são no imediato medidas que permitam melhorar as condições de trabalho e ao mesmo tempo desbloquear aquilo que é a greve ao trabalho suplementar, que também afeta aquilo que é a atividade do metropolitano de Lisboa". A expectativa é que seja possível "desconvocar as greves ao período suplementar", minimizando assim os impactos "na vida das pessoas e continuar a recuperar os passageiros para o período antes da pandemia".

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