Sobem para 25 os mortos em bombardeamento russo a estação ferroviária

Há duas crianças, de 11 e 6 anos, entre as vítimas mortais, informou o vice-chefe do gabinete do presidente ucraniano.

Um bombardeamento russo a uma estação de caminhos de ferro no centro da Ucrânia fez, na quarta-feira, 25 mortos, de acordo com o último balanço das autoridades de Kiev. Kyrylo Tymoshenko, vice-chefe do gabinete do presidente ucraniano, informou hoje que as operações de busca e resgate foram concluídas.

Tymoshenko afirmou, esta quinta-feira, que "25 pessoas morreram, incluindo duas crianças", sendo que há a registar 31 feridos no ataque à zona residencial e à estação de comboios.

"Um menino de 11 anos morreu sob os escombros de uma casa e uma criança de 6 anos morreu no incêndio num carro perto da estação ferroviária", fez ainda saber o vice-chefe do gabinete do presidente.

Antes, o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou o Conselho de Segurança da ONU que o ataque tinha feito, pelo menos, 22 mortos e várias dezenas de feridos. Um número de vítimas que acabaria por aumentar.

"Acabo de receber a informação sobre o disparo de um míssil russo contra uma estação ferroviária na região de Dnipro", afirmou o presidente ucraniano.

Ataque "encaixa-se num padrão de atrocidades", considera EUA

Uma primeira informação deu conta de 15 mortos e 50 feridos, mas o presidente ucraniano horas depois fez um novo balanço das vítimas: "Neste momento, contamos 22 mortos, incluindo cinco pessoas que morreram carbonizadas num automóvel. Um rapaz morreu, tinha 11 anos, quando um míssil russo destruiu a sua casa" na mesma zona. Nova atualização conclui que, afinal, morreram 25 pessoas.

Os EUA já reagiram a este ataque russo na Ucrânia, considerando que faz parte de um "padrão de atrocidades" levado a cabo pelas forças de Moscovo.

"O ataque com mísseis da Rússia a uma estação de comboios cheia de civis na Ucrânia encaixa-se num padrão de atrocidades", escreveu o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, na rede social Twitter, onde reforçou o apoio a Kiev.

"Continuaremos, ao lado de parceiros de todo o mundo, a apoiar a Ucrânia e a procurar a responsabilização das autoridades russas", concluiu Antony Blinken.

UE condena "mais um ataque hediondo da Rússia contra civis"

A União Europeia (UE) também condenou o bombardeamento de uma estação ferroviária na região de Dnipropetrovsk, na Ucrânia, na quarta-feira, acusando Moscovo de ter perpetrado "mais um ataque hediondo" contra civis e garantindo que os responsáveis serão punidos.

"A UE condena veementemente mais um ataque hediondo da Rússia contra civis, em Chaplino, no Dia da Independência da Ucrânia", escreveu o Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell, na sua conta oficial na rede social Twitter.

Borrell acrescenta na publicação que "os responsáveis pelo terror dos 'rockets' russos serão responsabilizados".

Também hoje, o chefe da diplomacia da UE recorreu à rede social Twitter para condenar a detenção de mais um ativista russo por se manifestar contra a guerra, Yevgeny Roizman, uma das figuras da oposição mais visíveis e carismáticas na Rússia, detido na quarta-feira sob a acusação de desacreditar os militares russos.

"A UE condena a detenção do ativista político russo Roizman por criticar a guerra da Rússia contra a Ucrânia. Este é mais um ato de opressão pelo Kremlin, após meio ano da invasão da Ucrânia. A UE apela à sua libertação imediata e incondicional", escreveu Josep Borrell.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

Na guerra, que hoje entrou no seu 183.º dia, a ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.

Com Lusa

Notícia atualizada às 11:41 de quinta-feira, 25 de agosto

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