Vulcão de La Palma já terá emitido cerca 250 mil toneladas de dióxido de enxofre

Estima-se que já foram libertados 35 milhões de metros cúbicos de magma pelo Cumbre Vieja. O vulcão tem explosividade de magnitude 2 numa escala de 8.

O Instituto Vulcanológico das Ilhas Canárias (Involcan) estimou em 250 mil toneladas a quantidade de dióxido de enxofre (S02) emitida para a atmosfera pelo vulcão La Palma desde a sua erupção em 19 de setembro.

Numa publicação nas redes sociais, o Involcan ressalva que o cálculo pode ser "um valor subestimado" por se basear na realização de medições de SO2 em posição móvel terrestre, que representam "limitações importantes devido a vários fatores".

A entidade das Ilhas Canárias que tem monitorizado o vulcão Cumbre Vieja desde que entrou em erupção, em setembro passado na ilha espanhola de La Palma, adianta que o conhecimento dos níveis de emissões de CO2, permite também estimar em 35 milhões de metros cúbicos o volume de magma libertado pelo vulcão.

De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, a comissão científica que acompanha o Plano de Emergência Vulcânica das Canárias (Involcan) calculou, há vários dias, a quantidade de material emitido pelo vulcão, incluindo os piroclastos, em cerca de 80 milhões de metros cúbicos.

Vulcão tem explosividade de magnitude 2 numa escala de 8

O vulcão de La Palma, nas ilhas Canárias, tem um índice de explosividade de magnitude dois, numa escala entre zero e oito, de acordo com o último relatório científico do Plano de Emergência Vulcânica de La Palma.

Na vulcanologia, a magnitude das erupções vulcânicas é medida na escala do índice de explosividade vulcânica (VEI), sendo o zero equivalente a uma erupção leve.

De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, que cita o relatório, no domingo foi registado um aumento na frequência e intensidade da atividade explosiva, com durações de vários minutos, verificando-se a emissão de projeções balísticas decimétricas com alcance de até 800 metros.

A erupção de fissuras no vulcão Cumbre Vieja na ilha Espanha de La Palma, continua a apresentar um mecanismo estromboliano, isto é, um mecanismo de natureza mista, com fases explosivas que produzem depósitos piroclásticos e fases efusivas que produzem simultaneamente fluxos de lava.

Na segunda-feira, registou-se uma diminuição da atividade da lava expelida pelos dois centros emissores, separados por cerca de 600 metros do cone principal do vulcão.

Para Stavros Meletlidis, do grupo de vulcanologia do National Geographic Institute (IGN), "é preciso entender que o vulcão está a decorrer com o seu curso".

"É um fenómeno geológico, não se encaixa no nosso ritmo de vida. Para nós são coisas que parecem uma mudança repentina, mas estão dentro do que se espera", refere o responsável.

Stavros Meletlidis diz que "é preciso entender que o vulcão, dentro de um processo que nos destrói, também se autodestrói", exemplificando com o cone principal ou secundário que foi destruído na noite de domingo, podendo o vulcão construir amanhã um outro".

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