Vulcão de La Palma já acrescentou mais de 10 hectares à ilha

Desde a chegada da lava ao mar, a atividade vulcânica do Cumbre Vieja não regista "mudanças significativas" e alguns habitantes foram autorizados a deslocar-se temporariamente às suas casas para recolher os seus pertences.

Desde que o fluxo de lava do Cumbre Vieja chegou ao Oceano Atlântico foram acrescentados à ilha de La Palma (Canárias) mais de 10 hectares de terreno, segundo o Instituto de Vulcanologia das Canárias (Involcan).

"A estimativa é que já ultrapasse os 10 hectares", disse à AFP o porta-voz do Involcan, David Calvo. O responsável afirmou que o instituto irá fazer uma medição mais precisa com recurso a drones nas próximas horas.

A atividade vulcânica do Cumbre Vieja não regista, no entanto, grandes alterações desde que o rio de lava chegou ao mar.

De acordo com o último relatório de situação do Departamento de Segurança Nacional (DSN), divulgado às 07:00 horas desta quinta-feira, "desde que o fluxo de lava chegou ontem [quarta-feira] ao mar, não se registaram alterações substanciais na atividade vulcânica".

Alguns residentes foram autorizados pelas autoridades a deslocar-se temporariamente às suas casas para recolher os seus pertences, sempre fora do perímetro de exclusão de 2,5 quilómetros.

Emissão diária de dióxido de enxofre aumentou para 10 757 toneladas

A lava mantém "um fluxo contínuo sob a forma de cascata" e na base da falésia, através da qual atinge o mar, forma-se um delta que se estende em direção ao sul da ilha.

A coluna de cinzas e gases expelida pelo vulcão atingiu os 3500 metros de altitude nas últimas horas e a emissão diária de dióxido de enxofre aumentou para 10 757 toneladas.

Desde 19 de setembro, dia em que começou a erupção vulcânica, a lava expelida pelo Cumbre Vieja cobre 338,3 hectares, incluindo a terra que ganhou ao mar, de acordo com a atualização mais recente do sistema europeu de satélites terrestres, Copernicus.

São já mais de 980 os edifícios afetados, dos quais 855 foram destruídos, indica este sistema de monitorização. Em menos de 28 horas, o vulcão destruiu 201 edifícios.

De acordo com a análise do sistema Copernicus, 29,8 quilómetros de estradas foram afetados, sendo que 27,4 quilómetros ficaram destruídos. Desde o início das erupções, cerca de seis mil pessoas foram deslocadas.

Neste novo dia de erupção, as zonas de exclusão marítima e terrestre em redor do vulcão, o fluxo e a área onde este chega ao mar estão a ser mantidos, bem como a evacuação dos residentes decretada na semana passada e o confinamento de vários centros populacionais.

A atividade sísmica continua a ser registada no sul de La Palma, na zona de Fuencaliente, o que se relaciona, em princípio, com a erupção do vulcão.

O DSN explica que "o sistema vulcânico, de momento, tem uma válvula de escape aberta, sem necessidade de procurar um novo caminho para a superfície da terra".

Notícia atualizada às 12:10

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