Exclusivo Sánchez debaixo de fogo por alegada espionagem aos independentistas catalães

Primeiro-ministro promete "transparência", mas a Esquerda Republicana da Catalunha não está convencida.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, prometeu ontem "transparência, objetividade e responsabilidade" diante das acusações de que o governo espiou dezenas de líderes independentistas catalães com recurso ao polémico programa israelita Pegasus. Numa intervenção no Congresso, a primeira sobre este tema, Sánchez reiterou, no entanto, que "tudo o que o CNI [Centro Nacional de Inteligência] fez, fê-lo cumprindo escrupulosamente a lei". O caso está a prejudicar a relação, já de si tensa, com a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), cujo apoio o governo minoritário precisa para passar legislação.

Na semana passada, o grupo canadiano Citizens Lab revelou que mais de 60 pessoas ligadas ao processo independentista catalão, incluindo os anteriores e os atuais líderes regionais da Catalunha, tinham sido alvo do spyware depois da falhada tentativa de independência em 2017. O Pegasus, desenvolvido pelos israelitas do NSO, infiltra-se nos telemóveis para extrair dados, permitindo também ativar a câmara ou o microfone sem que os proprietários se apercebam.

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