Portugal disponível para treinar militares ucranianos

Ministra da Defesa diz que envio de mais material não está, para já, e cima da mesa, mas explicou que Portugal pode oferecer treino para operar determinados equipamentos necessários à desativação de explosivos.

A ministra da Defesa, Helena Carreiras afirmou, em Bruxelas, que Portugal tem disponibilidade ajudar a reforçar a as competências operacionais dos militares ucranianos, com uma nova componente de ajuda ao país.

"Oferecermos treino aos soldados e forças armadas ucranianas em Portugal para manobrar [carros de combate] Leopard, que é um equipamento que têm" disponível, e "para o qual precisam de treinar os seus soldados", apontou a ministra.

De acordo com a ministra Helena Carreiras, outras das vertentes do treino que pode ser dado às tropas é "na área da desminagem e da inativação de engenhos explosivos".

Para já, a ministra admite que ainda não há uma estimativa em relação ao número de soldados ucranianos que poderão vir a receber treino em território português, estando "essa avaliação a ser feita".

"Ainda não foi, de facto, concretizada, nem temos nenhum pedido concreto. Estamos a avaliar, mas sabemos que é uma necessidade que vai colocar-se às forças armadas ucranianas", afirmou.

A componente do treino é direcionada para o futuro, mas Helena Carreiras garante que a medida pode avançar assim que for solicitada. "Caso seja essa a decisão da Ucrânia - e funcionamos sempre nesse sentido, ou seja, é em função das necessidades da Ucrânia que respondemos -, esse treino poderá ser providenciado desde já", assegurou, vincando que "não é uma situação apenas para o pós-guerra".

Helena Carreiras falava em Bruxelas, à margem da reunião em que os membros da Nato reiteraram o apoio à Ucrânia, respondendo à proposta do secretário geral da Nato para que além da ajuda imediata os membros se empenhem no apoio de "longo prazo".

"Espero que, no encontro, os aliados cheguem a acordo sobre um pacote global de assistência à Ucrânia, para uma ajuda a longo prazo, na transição do equipamento da era soviética para o equipamento moderno da NATO e para melhorar a interoperabilidade com a NATO", afirmou.

"Os aliados estão empenhados em continuar a fornecer o equipamento militar que a Ucrânia precisa para triunfar, incluindo armamento pesado e sistemas de longo alcance", assegurou o secretário-geral da Nato, depois de o governo Ucraniano ter afirmado que até hoje recebeu "apenas 10%" do armamento solicitado ao ocidente.

A ministra Helena Carreiras adiantou ainda que este tópico esteve em cima da mesa. "É verdade que há uma nota de que há muitas ofertas e uma capacidade limitada de fazer chegar ao terreno muito desse material", admitiu.

"Isso foi discutido hoje e foi um alerta, para todos os países possa mobilizar-se e fazerem chegar esses armamentos ao terreno", afirmou a ministra.

O secretário-geral da Nato insistiu na necessidade de um apoio contínuo à Ucrânia, através do envio de armamento, incluindo de "artilharia pesada e equipamento de longo alcance".

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