Mais de mil mortos e 1500 feridos em sismo no Afeganistão

Um sismo com 5,9 graus de magnitude atingiu a província de Paktika esta quarta-feira.

O número de vítimas mortais no sismo que atingiu o Afeganistão esta madrugada continua a subir à medida que as equipas de resgate trabalham nas regiões mais afetadas. Segundo a agência de notícias estatal Bakhtar, as autoridades já confirmaram mais de mil mortos e de 1.500 feridos.

O chefe do departamento de informação e cultura da província de Paktika, Mohammad Amin Huzaifa, adiantou à agência AFP que "o número de mortos atingiu os mil e está a aumentar".

As operações de salvamento esperam-se complicadas, uma vez que muitas organizações de ajuda internacional deixaram o Afeganistão depois da tomada do país pelos talibãs no ano passado e a caótica retirada das forças internacionais do território.

Durante toda a manhã, o número de vítimas foi aumentando, depois de as primeiras informações darem conta da morte de 40 pessoas.

A meio da manhã, o líder supremo do país já dava conta de 300 mortos.

"Centenas de casas foram destruídas e, infelizmente, 300 civis foram martirizados e mais de 500 feridos", disse Hibatullah Akhundzada num comunicado, acrescentando que o número deve aumentar, segundo a agência AFP.

A agência sismológica europeia EMSC informou que o abalo foi sentido ao longo de 500 quilómetros por 119 milhões de pessoas no Afeganistão, no Paquistão e na Índia.

O USGS referiu que o sismo, com uma magnitude de 5,9, ocorreu a uma profundidade de 10 quilómetros, pelas 04:30 TMG (05:30 em Lisboa), perto da fronteira com o Paquistão. Responsáveis afegãos mencionaram mais tarde uma magnitude de 6,1.

Admite-se que o número de vítimas possa vir a aumentar.

"Pedimos às agências de ajuda que prestem socorro imediato às vítimas do terremoto para evitar uma catástrofe humanitária", escreveu no Twitter o porta-voz do governo, Bilal Karimi.

De acordo com o Serviço Geológico dos EUA (USGC), o terremoto ocorreu a cerca de 44 quilómetros da cidade de Khost, perto da fronteira com o Paquistão.

Nas redes sociais, é possível ver algumas imagens da destruição provocada pelo sismo, com casas danificadas em zonas remotas.

O país, tomado de novo pelos talibãs em agosto do ano passado, enfrenta atualmente uma grave crise humanitária e está com sérias dificuldades em lidar com as consequências do abalo sísmico devido à falta de meios.

O Afeganistão é frequentemente atingido por terremotos - especialmente na cordilheira Hindu Kush, que fica perto da junção das placas tectónicas da Eurásia e da Índia.

Dezenas de pessoas foram mortas e feridas em janeiro, quando dois terremotos atingiram áreas rurais na província ocidental de Badghis, danificando centenas de edifícios. Em 2015, mais de 380 pessoas morreram no Paquistão e no Afeganistão quando um terremoto de magnitude 7,5 atingiu os dois países, com a maior parte das mortes no Paquistão.

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