Mais de 900 corpos de civis descobertos na região de Kiev após retirada russa

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior. A guerra causou a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, mais de 5 milhões das quais para os países vizinhos.

Mais de 900 corpos de civis foram descobertos na região de Kiev após a retirada das forças russas, disse esta sexta-feira o chefe de polícia regional.

Numa entrevista, Andriy Nebytov, chefe da força policial regional de Kiev, adiantou que os corpos foram abandonados nas ruas ou enterrados provisoriamente e sublinhou que 95% morreram por ferimentos de bala. "Consequentemente, entendemos que sob a ocupação (russa) as pessoas foram simplesmente executadas nas ruas", afirmou Nebytov, citado pela agência de notícias Associated Press (AP).

Mais corpos estão a ser encontrados todos os dias, sob escombros e em valas comuns, acrescentou. Segundo o responsável, "a maioria das vítimas foi encontrada em Bucha, onde há mais de 350 cadáveres". O Ministério da Defesa da Rússia prometeu esta sexta-feira aumentar os ataques com mísseis à capital ucraniana, como resposta à alegada agressão da Ucrânia ao território russo, uma ameaça que se seguiu à relevante perda do navio russo Moskva no Mar Negro.

Dias antes, Moscovo acusou Kiev de ferir sete pessoas e danificar cerca de 100 prédios de habitação com ataques aéreos em Bryansk, localidade russa próxima da fronteira com a Ucrânia. Autoridades ucranianas não confirmaram alvos de ataque na Rússia e as informações não puderam ser verificadas de forma independente.

"O número e a escalada de ataques de mísseis contra objetivos em Kiev irão aumentar em resposta ao regime nacionalista de Kiev que comete qualquer ataque terrorista ou desvio no território russo", afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.

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