Irmã de Kim Jong-un diz que cimeira entre Coreias é possível com "respeito"

Foi a segunda declaração de Kim Yo-jong sobre as relações entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul em dois dias.

A irmã e assessora do líder da Coreia do Norte, Kim Yo-jong, afirmou num comunicado que uma cimeira entre as duas Coreias poderia ser realizada, mas apenas se houver garantias de "respeito" mútuo e "imparcialidade".

Esta é a segunda declaração importante da irmã e assessora principal de Kim Jong-un nos últimos dias. Na sexta-feira, ela havia apelado a Seul a pôr fim às suas "políticas hostis" para a Coreia do Norte depois de o presidente sul-coreano pedir que seja oficialmente declarado o fim do estado de guerra com Pyongyang.

O conflito entre as duas Coreias, nos anos 1950, terminou com um armistício, não com um tratado de paz, o que deixa Seul e Pyongyang tecnicamente em estado de guerra há 70 anos.

Uma cimeira entre o seu irmão e o presidente sul-coreano Moon Jae-in poderia acontecer "apenas quando estiverem garantidas a imparcialidade e a atitude de respeito mútuo", disse Kim Yo-jong numa declaração difundida pela agência oficial de notícias da Coreia do Norte, KCNA.

A dirigente norte-coreana também destacou que uma cimeira, assim como as discussões sobre uma declaração para pôr fim à guerra, poderia acontecer "em breve, mediante discussões construtivas".

"Não há necessidade de Norte e Sul perderem tempo a acusar-se mutuamente e a participar numa guerra de palavras", acrescentou.

Kim também reiterou o apelo feito na sexta-feira para que Seul abandone sua "dupla moral desigual", numa aparente referência às críticas de Moon aos últimos lançamentos de mísseis por parte de Coreia do Norte.

Num discurso na Assembleia Geral da ONU no início desta semana, o presidente sul-coreano reiterou os apelos à declaração de fim da guerra que, segundo ele, poderia ajudar a alcançar uma desnuclearização e uma paz duradoura na península coreana.

Em declarações publicadas pela agência oficial KCNA, a irmã de Kim Jong-un respondeu que propor uma paz formal era uma "ideia admirável", mas pediu ao Sul que abandone a atitude hostil em primeiro lugar.

Fazer estas declarações com "padrões duplos, preconceitos e políticas hostis ainda em vigor não faz nenhum sentido", disse Kim Yo-jong, que se mostrou aberta a melhorar as relações com Seul caso o país vizinho mude de atitude.

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