FBI acusa 'hackers' ligados à Coreia do Norte de roubarem 620 milhões em criptomoedas

A rede Ronin, utilizada para o jogo 'online' Axie Infinity, foi vítima de um dos maiores ataques informáticos envolvendo criptomoedas.

Um grupo de 'hackers' com ligações à Coreia do Norte foi responsável pelo roubo de 620 milhões de dólares em criptomoedas, após um ciberataque ao videojogo Axie Infinity no final de março, divulgaram esta quinta-feira as autoridades norte-americanas.

"Através da nossa investigação, pudemos confirmar que o Lazarus Group e o APT38, 'hackers' associados à Coreia do Norte, foram responsáveis pelo roubo de 620 milhões de dólares em Ethereum [criptomoeda] relatado em 29 de março", revelou o FBI em um comunicado.

A rede Ronin, utilizada para o jogo 'online' Axie Infinity, tinha sido vítima de um dos maiores ataques informáticos envolvendo criptomoedas.

Axie Infinity é um jogo que permite ganhar dinheiro na forma de NFT, ativos digitais que devido a uma tecnologia de cadeia de blocos, denominada 'blockchain', ficam registados como únicos.

Criado em 2018 pela Sky Mavis, empresa sediada no Vietname, o jogo tornou-se viral nos países em desenvolvimento.

Os 'hackers' exploraram as fraquezas da estrutura criada pela Sky Mavis durante o ciberataque ao Axie Infinity.

De acordo com um relatório militar dos EUA de 2020, a unidade de guerra cibernética da Coreia do Norte, a Office 121, tem 6.000 membros que também operam no exterior, incluindo Bielorrússia, China, Índia, Malásia ou Rússia.

Sancionado em 2019 pelos Estados Unidos, o grupo Lazarus ganhou notoriedade em 2014 quando foi acusado de ter 'hackeado' os estúdios da Sony Pictures Entertainment em retaliação ao filme satírico sobre a Coreia do Norte "A entrevista que mata!".

'Hackers' ligados à Coreia do Norte roubaram cerca de 400 milhões de dólares em criptomoedas através de ciberataques em 2021, adiantou a plataforma de análise de dados ​​​​​​​Chainalysis em janeiro.

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