Chefe de uma organização criminosa morto em operação policial no Rio de Janeiro
O narcotraficante Edmilson Marques de Oliveira, conhecido como “Cria”, apontado como um dos chefes do Terceiro Comando Puro (TCP), uma das principais organizações criminosas do Rio de Janeiro, morreu esta sexta-feira, 26 de setembro, numa operação policial numa favela da cidade, segundo a polícia.
O líder do TCP foi a única vítima da ação, que resultou ainda na detenção de dois alegados traficantes e na apreensão de um fuzil e de uma pistola, indicou a Polícia Civil.
Durante o intenso tiroteio registado na operação, uma funcionária do Hospital Federal de Bonsucesso ficou ferida sem gravidade, atingida por estilhaços de uma bala perdida quando chegava ao centro médico para trabalhar.
A operação ocorreu na Vila do João, uma das 16 favelas que compõem o Complexo da Maré, considerado um dos principais pontos de entrada de droga no Rio de Janeiro, situado na confluência de três importantes vias rápidas e junto à baía de Guanabara.
Uma investigação da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro identificou “Cria” como um dos cinco homens armados responsáveis pelo assassínio a tiro de dois polícias no dia 11 de junho, também na Vila do João.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo liderado por “Cria” preparava-se para tentar reconquistar o Morro dos Macacos, favela que há dois meses foi invadida por uma fação rival, o Comando Vermelho, que expulsou o TCP.
Os polícias foram recebidos a tiro pelo grupo que se encontrava na Vila do João, desencadeando um confronto que obrigou as autoridades a interromper durante cerca de meia hora o tráfego de veículos na Linha Amarela, uma das principais vias rápidas da cidade e que atravessa esta favela.

