Índia identifica nova variante, a Delta Plus

As autoridades indianas associaram a nova variante a cerca de duas dezenas de casos detetados em três estados.

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© EPA/PIYAL ADHIKARY

A Índia fez saber na terça-feira que identificou uma nova variante do SARS-CoV-2, a Delta Plus, considerada de interesse e que está a gerar preocupação, uma vez que representa uma maior transmissibilidade. É uma mutação da variante Delta, que é predominante em Lisboa e Vale do Tejo, representando já 70% dos novos contágios na região.

O Ministério da Saúde indicou em comunicado, citado pela Reuters, que a Delta Plus mostrou ter uma transmissibilidade acentuada, razão pela qual aconselhou os estados onde esta mutação foi detetada a reforçarem a testagem.

Foram identificados cerca de 20 casos associados à Delta Plus, dos quais 16 no estado de Maharashtra, informou o secretário de Estado da Saúde, Rajesh Bhushan, numa conferência de imprensa, onde se referiu a esta mutação já detetada na Europa em março, onde é conhecida por AY.1 ou B.1.617.2.1.

O Consórcio indiano sobre Genoma (INSACOG, no original) considerou esta mutação "uma variante de preocupação", apontando que pode ser ainda mais transmissível do que a variante Delta e reduzir a resposta imunitária.

De acordo com o governo indiano, citado pelo jornal Hindustan Times, esta nova variante está já presente em nove países, entre os quais Portugal. É referido que a Delta Pus foi detetada também no Reino Unido, EUA, Suíça, Japão, Polónia, Nepal, Rússia e China.

A Delta Plus é uma mutação da variante Delta, também associada à Índia, que é já dominante em Lisboa e Vale do Tejo.

O investigador João Paulo Gomes do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA) revelou, na terça-feira, que nesta região do país a variante já representa 70% dos novos casos de contágio. No fim de semana, este valor estava nos 60%.

No concelho de Lisboa, a prevalência da variante Delta "está claramente acima dos 70%", disse ainda o especialista no programa "É ou não é", da RTP1.

Na região Norte, que registava uma prevalência de 15%, o valor situa-se agora nos 20%, indicou o especialista.

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Atualizado às 12:47