Alemanha critica EUA por venderem gás a preços "astronómicos"

Ministro da Economia alemão instou a Comissão Europeia a "falar" com os países vendedores para baixarem os preços.

DN/AFP

O ministro da Economia alemão lamentou, esta quarta-feira, os preços "astronómicos" exigidos por países "amigos" da Alemanha, a começar pelos Estados Unidos, para fornecer o gás necessário para compensar o corte do abastecimento russo. "Alguns países, até amigos, às vezes pedem preços astronómicos", disse Robert Habeck em entrevista ao jornal regional Neue Osnabrücker Zeitung.

O ministro admitiu que "isso é um problema" e instou a Comissão Europeia a "falar" com esses países, para os sensibilizar para o problema.

Após a invasão da Ucrânia, a Rússia começou a reduzir consideravelmente o fornecimento de gás à Alemanha, antes de o interromper completamente no início de setembro.

Antes do conflito, 55% das importações de gás da Alemanha vinham da Rússia. Para proteger a segurança energética e a indústria, Berlim teve que diversificar a lista de fornecedores e aumentou as importações de gás natural liquefeito (GNL), muito mais caro.