Alemanha deteta primeiro caso de variante brasileira do vírus

A Alemanha detetou o primeiro caso de uma variante do coronavírus brasileiro recém-descoberta, temida por ser particularmente infecciosa, disseram autoridades regionais de saúde no estado de Hesse

A pessoa infetada voltou recentemente de uma viagem ao Brasil e testes de laboratório na quinta-feira confirmaram que o homem em questão tinha contraído a nova estirpe, disse o ministro de Assuntos Sociais de Hesse, Kai Klose.

Especialistas do Instituto Robert Koch da Alemanha (RKI) afirmam que a mutação brasileira é semelhante a uma nova variante sul-africana, considerada mais contagiosa do que o vírus original.

Uma outra mutação que surgiu na Grã-Bretanha aumentou os temores sobre a pandemia, com os cientistas preocupados com a possível capacidade de estas variantes mais transmissíveis poderem acelerar a pandemia em todo o mundo.

Vários países já impuseram restrições de viagem a pessoas de nações afetadas - como foi o caso de Portugal em relação ao Reino Unido - ou estão a solicitar testes Covid-19 negativos antes da partida.

A virologista Sandra Ciesek, uma das mais conhecidas especialistas em coronavírus da Alemanha, disse que o hospital universitário de Frankfurt foi informado na quinta-feira que uma pessoa infetada estava a bordo de um voo do Brasil e que estava assintomático.

Um teste de PCR à chegada à Alemanha mostrou de forma segura que o passageiro em questão tinha a variante brasileira do vírus, disse Ciesek. A amostras ainda está a ser sujeita a um sequenciamento detalhado, o que leva mais tempo.

O especialista brasileiro Felipe Naveca disse recentemente à AFP que a estirpe brasileira detetada no estado do Amazonas é "muito provavelmente" mais contagiosa, assim como as novas variantes encontradas na Grã-Bretanha e na África do Sul.

Naveca disse que a variante, que a Organização Mundial da Saúde descreveu como "preocupante", pode ter se espalhado pelo Brasil e já pode ser a variante dominante no Amazonas.

A Alemanha também registou casos de mutações britânicas e sul-africanas, mas conseguiu conter esses casos até agora e nenhum grande surto surgiu ainda relacionado com essas estirpes.

A Alemanha ultrapassou na sexta-feira a marca de 50.000 mortes de Covid-19 desde o início da pandemia.

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